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Justiça manda PM apurar denúncia de que policial bêbado teria agredido com barras de ferro suspeitos presos em Magé

A Vara Criminal de Magé determinou à Corregedoria da Polícia Militar que apure supostas agressões sofridas por quatro suspeitos presos no município este ano que denunciaram ter apanhado de barra de ferro de um agente bêbado cujo nome não foi divulgado.

As quatro pessoas que acusam a agressão estavam em um veículo que faz o transporte alternativo que foi interceptado por policiais.

Um dos ocupantes do veículo, ao avistar a
guarnição policial, sacou de um revólver, rendeu o motorista e determinou
que ele desviasse da sua rota em direção a local ermo para fuga.

Houve perseguição e cerco sendo que o suspeito armado desceu do veículo e fugiu, deixando sua pistola, carregador e balas no caminho.

Quatro homens que não teriam relação alguma
com o portador da arma e ficaram na linha de tiro, sendo o carro
complementem destruído após ser alvo de dezenas de disparos, e na primeira oportunidade deixaram o veículo e, em posição de rendição deitaram-se no chão, o que foi confirmado por todos os policiais que prestaram depoimento na delegacia.

Os homens rendidos alegaram que a abordagem policial foi extremamente truculenta e descuidada, uma vez que colocou quatro vítimas rendidas por um bandido em situação de extremo risco, que resultou, inclusive, em um dos ocupantes baleado na cabeça, o qual, por sorte, conseguiu sobreviver porque a bala o atingiu apenas de raspão e o motorista chegou a ser hospitalizado em razão de um corte na perna.

Eles alegam que foram brutalmente agredidos por um
policial, completamente bêbado, que pegou uma barra de ferro e começou a
espancar, covardemente, os quatro que se encontravam em posição de
rendição deitados no chão.

“A partir de tais relatos os pacientes devem ser
encarados como vítimas, não como homicidas de policiais, vítimas inicialmente de um criminoso ao serem rendidos no interior de uma lotada e posteriormente vítimas da truculenta ação policial, que se iniciou com uma série de absurdos disparos em direção aos pacientes e findou com o espancamento de todos os quatro”, argumentou a defesa

Por ocasião da audiência de custódia, a Defensoria Pública requereu
a liberdade provisória dos quatro, mas a Justiça em 1ª instância decretou a prisão preventiva deles sob a alegação de que tentaram fugir e que ao menos dois tinham antecedentes criminais como tráfico de drogas e homicídios. A 2ª instância manteve a prisão.

O desembargador Antônio Carlos Nascimento Amado, da 3ª Câmara Criminal do TJ-RJ, no entanto, pediu rigor na apuração sobre as supostas agressões e solicitou a entrada do Ministério Público no caso.

“A alegação da defesa das violentas agressões sofridas pelos
pacientes, que foram registradas nas fotos acostadas aos autos, devem ser
apuradas com o devido rigor”

Procurada, a Polícia Militar informou que as circunstâncias da ocorrência estão sendo apuradas em um inquérito policial militar (IPM), instaurado pela Corporação, e pela 60ªDP, onde a ocorrência foi registrada.

As informações sobre esse caso constam neste link: http://www1.tjrj.jus.br/gedcacheweb/default.aspx?UZIP=1&GEDID=000482248893538C60BAA6BC844514864A25C50C17460F5F

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