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Justiça mandou Civil e PM apurarem supostas propinas pagas por traficantes de Barros Filho e Coelho Neto a policiais militares

A Justiça determinou a devolução  de um inquérito aberto em 2019 sobre o tráfico de drogas em comunidades de Barros Filho e Coelho Neto na Zona Norte do Rio para que a Polícia Civil apure e qualifique todos os policiais militares citados na investigação que supostamente teriam recebido propina de criminosos.

Solicitou ainda os relatórios detalhado do GPS das viaturas nos dias e horários, informado no inquérito, bem como o relatório completo do batalhão de polícia responsável pela área, para que forneça a escala dos policiais militares, que fizeram rondas nos locais citados pela polícia civil informados no inquérito. 

Requereu, ainda, que seja extraído cópias e remetidos à Corregedoria Geral da Polícia Militar a fim de apurar possível caso de transgressão disciplinar praticada pelos policiais militares identificados no inquérito policial.  

Segundo as investigações, no período compreendido entre o dia 30 de agosto de 2019 e 10 de agosto de 2020, no interior de comunidades situadas nos dois bairros, integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (C.V), cofereceram e prometeram vantagem indevida a funcionários públicos, quais sejam Policiais Militares/RJ, a fim de determiná-los a praticar, omitir e retardada ato de ofício.´

Nenhum PM ainda é réu no processo, que conta com 24 acusados.

As supostas propinas eram pagas pelos bandidos de vulgos Dudu ou Barra, Tom, Negão e duas mulheres, Cíntia e Janaína.

O InformeAgora já havia revelado o caso em maio do ano passado: Alvo de operação hoje, quadrilha do ‘Tribunal do Tráfico’ em Coelho Neto pagava propinas a PMs, diz Justiça (informeagora.com)

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