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Justiça mandou soltar homem que admitiu se exibir de fuzil e fazer parte do tráfico e depois negou envolvimento

A Justiça mandou soltar um homem que foi preso em julho, no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio.

Ele admitiu pertencer ao tráfico e que se exibia de fuzil (apareceu em fotos e vídeo armado), mas depois negou envovimento com o crime mas manteve a versão de que portava armas. Chegou a ser até delatado por uma moradora como integrante do Comando Vermelho (CV).

Para a Justiça, ele teria cometido apenas o delito de apologia ao crime, que tem pena reduzida.


O setor de inteligência da Polícia Civil alertou na época a PMs que efetuaram a prisão que A.A se tratava de um integrante do tráfico.

Ele foi identificado através das mídias sociais (Instagram), onde aparecia em várias fotos ostentando armas de diversos calibres (numa das fotos portando pistola e em outra aparece com um fuzil). Aparece em um vídeo também com um fuzil em local conhecido por atividade do tráfico no Vidigal.

O depoimento de uma moradora relatou que AA era o vapor na ´Boca do São Jorge´, localizada na Comunidade do Fallet. Restou apurado, ainda, que ele exercia função de segurança dos traficantes do Vidigal, por ocasião da realização de bailes funk a fim de protegê-los de eventuais operações policiais e invasão do território por quadrilhas rivais.

Além disso, forneceu diversos detalhes acerca da estrutura organizacional e de seus membros das quadrilhas que atuam no Vidigal e na Coroa. Isto vez com que o traficante Paulo César Baptista de Castro, o Paulinhozinho, que administra as bocas de fumo dos morros Fallet e Fogueteiro, fosse indiciado. 

Apesar das evidências, segundo a Justiça, não havia nos autos qualquer comprovação de que estava em curso qualquer investigação para sua identificação ou dos supostos elementos criminosos envolvidos no tráfico de entorpecentes na Comunidade do Vidigal. 

De acordo com as declarações prestadas pelos policiais militares, AA não se evadiu do local ao perceber suas aproximações e, apesar de ter confessado, espontaneamente, em sede policial que porta fuzil quando tem baile no morro, que postou fotos em rede social exibindo armas de fogo e que gosta de se exibir com armas nesse local, negou posteriormente que participava do tráfico do Morro da Coroa.
 
Com relação à postagem de fotos em rede social, a Corte vislumbrou indícios da existência do delito descrito no art. 287, do Código Penal – Apologia de crime, que tem pena de três a seis meses de detenção ou multa, não podendo, por este crime, ter o indiciado sua prisão temporária decretada. 

Segundo a Justiça, AA é primário, não possui qualquer anotação em sua folha penal, e a magistrada encarregada do caso entendeu que sua prisão temporária, na atual fase processual, se mostra excessiva.  

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