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Justiça mantém prisão de militar do Exército condenado por ser armeiro do TCP

A Justiça manteve no final do ano passado a prisão do sargento do Exército Carlos Alberto de Almeida, preso em 2017 acusado de ser armeiro de traficantes da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP). Ele foi condenado em 2018 a seis anos de reclusão pelo crime.

Durante sua prisão, o militar teria revelado informalmente a policiais que trabalhava para o tráfico de drogas há dez anos e que recebia R$ 3.000 por cada fuzil consertado.

Em juízo, porém, negou as declarações. Disse que foi sequestrado pelos bandidos meses antes da prisão e obrigado a ir até uma oficina para consertar as armas apesar de, no dia do flagrante, ter tentado fugir e se desfazer de um fuzil.

A defesa do militar impetrou habeas corpus. Sustentou que havia ausência de indícios da presença de um vínculo com ânimo associativo permanente, duradouro e estável com traficantes, já que “nenhuma droga ilícita foi encontrada no local”. Argumentou também que houve na ocasião duvidosa legalidade na entrada dos policiais na residência dele sem ordem judicial.

Almeida foi flagrado em uma oficina em Senador Camará, na Zona Oeste do Rio, que continha armas como fuzis e pistolas, munições, além de máquinas de usinagem e transformação de material, ferramentas de montagem, de desmontagem e de ajustagem mecânica com as características necessárias e compatíveis para a manutenção, alteração e manufatura de componentes de armas, materiais nitidamente ligados à traficância.

Carlos e comparsas eram supostamente responsáveis por consertar armamentos utilizados pelos traficantes das comunidades da Vila Aliança, Coréia, Serrinha, Vila Pinheiros, Parada de Lucas, Morro do Dendê e outras localidades da Baixada Fluminense. Chegou também a trabalhar para bandidos da Rocinha, na Zona Sul da capital.

Além dos reparos nas armas, o bando também  fazia o acabamento como pinturas de camuflagem e marcação de nomes dos traficantes nas peças.

A quadrilha fabricava ainda peças de armas, incluindo guarda mão, cano, coronha e outras peças de fuzis, adaptava regime automático nos fuzis e nas pistolas (kit rajada).
Maquinário apreendido com o armeiro

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