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MARICÁ: Respondem em liberdade PMs acusados de matar suspeito desarmado que foi detido, algemado mas fugiu, tropeçou e estava caído no chão

Respondem em liberdade dois PMs acusados de matar o vendedor de quentinhas Jailton Vieira em agosto de 2019, na cidade de Maricá.

Os dois policiais chegaram a ter a prisão preventiva decretada no ano passado que foi revogada e agora eles apenas cumprem medidas cautelares até o julgamento. 

De acordo com os depoimentos das testemunhas colhidos em sede policial, a vítima foi detida e algemada pelos acusados por tentar fugir de uma blitz policial e que durante a sua condução Jailton conseguiu fugir mesmo algemado. 

Relataram ainda as testemunhas que nesse momento iniciou-se uma perseguição ao fugitivo; que durante a perseguição um dos policiais requisitou uma moto; e que em determinado momento a vítima tropeçou nas próprias pernas e caiu de costas para o chão. 

Narraram ainda os depoentes oculares que o policial que estava de moto chegou e proferiu um tiro em direção ao peito da vítima, que ficou agonizando na frente dos policiais, da sua família e de outras pessoas. 

 As evidências dos autos demonstraram que os policiais não prestaram qualquer socorro a Jaílton e impediram que outras pessoas o prestassem. 

Em que pesem as alegações dos policiais, não havia qualquer indício que a vítima portasse revólver ou qualquer outra arma no momento. 

Na decisão que determinou a prisão preventiva dos PMs, a Justiça argumentou que as circunstâncias evidenciavam o risco que a liberdade dos acusados oferece à ordem pública, considerando o alto grau de periculosidade consubstanciado no mudus operandi da ação delituosa. 

Segundo os autos, foi praticado sem que a vítima oferecesse resistência e de forma que tornou impossível a defesa da vítima, que se encontrava algemada. 

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