Casos de Políciamilícia

Meses antes de ser preso em operação contra milícia, chefe de delegacia foi promovido por ‘ato de bravura’

Preso em janeiro durante operação contra a milícia de Rio das Pedras e da Muzema, o então chefe de investigações da 16ª DP (Barra da Tijuca), o inspetor Jorge Luiz Camillo Alves foi promovido meses antes na corporação por ato de bravura e teve aumento de salário.

A promoção foi publicada no dia 20 de março do ano passado.

Por lei, considera-se bravura a conduta do policial que resultar da prática de ato ou atos não comuns de coragem e audácia, e que, ultrapassando os limites normais do cumprimento do dever, representem feitos úteis às atividades policiais na manutenção da segurança e ordem públicas, pelos resultados alcançados ou pelo exemplo altamente positivo deles emanado, podendo constituir-se em motivo de promoção, independentemente do preenchimento de quaisquer outras condições.

A promoção por bravura na Polícia Civil permite a percepção de 20% do vencimento do cargo efetivo.

Segundo as investigações feitas pelo Ministério Público Estadual, foi constatado ainda, da análise do conteúdo extraído de aparelho celular apreendido em operação anterior – a ‘Lume’,  deflagrada em 12 de março de 2019, e que resultou na prisão de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, acusados de executar a vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes –, que houve intensa sequência de diálogos entre um dos policiais civis agora denunciados, Jorge Luiz Camillo Alves, e Ronnie Lessa, que em vários trechos dos diálogos se refere a ele como o ‘Amigo da 16’, numa referência à delegacia onde ele era lotado.

Mostrar mais

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo