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Milícia da Boiúna é acusada de ao menos cinco homicídios desde 2013

A milícia que atua na localidade de Boiúna, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, é acusada de cometer ao menos cinco homicídios desde 2013, de acordo com processos na Justiça. Esse grupo rivalizava com a quadrilha de Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica. 


O primeiro crime da série que virou ação judicial aconteceu em 2013. A vítima foi Odair de Freitas Neves.  No dia 1o de abril daquele ano, Odair foi atraído pelos criminosos por uma ligação de uma mulher. Os assassinos o aguardavam e fizeram uma emboscada. 


A vítima fora até o endereço marcado e os donos da casa o receberam. Odair percebeu que não era ali e, quando virou de costas, vieram duas pessoas em uma moto e a mataram.  


Em 3 de março de 2016, na Estrada dos Teixeiras, próximo ao nº 405, comunidade Darcy Vargas, Taquara, os milicianos privaram Felipe Manoel Xavier de sua liberdade. Os criminosos, divididos em três veículos, abordaram a vítima utilizando armas de fogo de uso restrito, arrebataram-na mediante uso da força, colocaram em um dos veículos e empreenderam fuga. 


Após o arrebatamento os denunciados, conscientes e voluntariamente, em comunhão de ações e desígnios, ceifaram a vida da vítima, escondendo o seu corpo em local incerto e não sabido para tentarem se eximir da persecução penal.´ ´


Os delitos foram motivados em razão de Felipe se negar a trabalhar instalando sinal clandestino de TV a cabo (gatonet) para o grupo de milicianos . 

Em 24 de abril do mesmo ano, a quadrilha matou dois homens (Renato Araújo Ignácio e Anderson de Souza Comper) e feriu outros três na Rua André Rocha, em Curicica. Um dos sobreviventes disse na época que o objetivo do grupo era lhe matar. 


O último homicídio da série vitimou Carlos Alexandre Pereira Maria, no dia 08 de abril de 2018. 


Após as investigações policiais e a colheita de vários depoimentos, apurou-se que o crime pode estar ligado a milicianos, havendo, inclusive, notícias de que a vítima já teria tido envolvimento com a milícia da região. O crime foi motivado pelo fato de Carlos’ ter divulgado em redes sociais que o chefe da milícia seria o responsável pela morte de um indivíduo identificado como ‘Carrapa’. 

Informações nos autos revelaram a covardia empregada pelos criminosos, que atingiram a vítima com pelo menos sete disparos de arma de fogo, nas regiões da cabeça, peito, abdômen e região glútea. 

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