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Milícia de Rio das Pedras e Muzema volta a ser alvo de operação

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), em conjunto com a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), realiza nesta terça-feira (08/12) a Operação Sturm para cumprir nove mandados de prisão e de busca e apreensão contra milicianos que atuam na região de Rio das Pedras, Muzema e adjacências.

As diligências contam com suporte da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e do GAECO do MP de Pernambuco (GAECO/MPPE). No início da manhã, seis pessoas haviam sido presas: Taillon de Alcântara Pereira  Barbosa, Carlos Magalhães Antunes (flagrante), Clodoaldo Dias Godinho, Clayton Luiz Vieira,  Ronny Pessanha de Oliveira e Gilbert Loback.


A investigação foi iniciada em IP policial conduzido pela DRACO, em abril de 2019 – entre as operações Intocáveis 1 e Intocáveis 2 – e conseguiu identificar integrantes da mesma organização criminosa que, até então incógnitos, permanecem explorando diversas atividades ilícitas, especialmente a exploração imobiliária clandestina na região.

A denúncia ressalta o enorme perigo social desses empreendimentos, que se destinam à habitação de milhares de pessoas, sem qualquer espécie de capacitação técnica, controle ou garantia acerca da higidez das obras e construções. Exemplo desse risco é a  tragédia ocorrida em 12 de abril de 2019, na qual dois edifícios irregulares situados no Condomínio Figueiras desmoronaram na região da Muzema, levando abaixo 24 vidas em seus escombros .


A denúncia descreve com detalhes as condutas criminosas de cada um dos denunciados.  O líder do grupo é Taillon de Alcântara Pereira Barbosa, filho de Dalmir Pereira Barbosa, uma das principais lideranças da organização e denunciado na operação Intocáveis II.  Jocemir de Santana Souza, vulgo Semir, aparece como cobrador da organização criminosa.

O núcleo de segurança da organização criminosa é composto por Gilbert Silva Loback, vulgo VP, pelo policial militar Ronny Pessanha de Oliveira, vulgo Caveira, e por Carlos Magalhães Antunes, vulgo Carlinhos do Sítio, que atuam também extorquindo comerciantes com ameaças, inclusive utilizando armas de fogo de grosso calibre.

Já os denunciados Clodoaldo Dias Godinho, vulgo Gaúcho,  Ivonaldo de Souza Costa, vulgo Pepe, Antonio Nunes Lopes, vulgo Tonho, e Clayton Luiz Vieira integram o núcleo imobiliário, atuando na ocupação do solo, execução de obras, locação, entre outras.


Todos foram denunciados por integrarem organização criminosa. Antônio Nunes Lopes também foi denunciado pelo crime de comércio ilegal de ama de fogo, por ter clandestinamente oferecido e exposto à venda inúmeras armas de fogo a comparsas do grupo criminoso.


Os mandados de prisão e busca e apreensão foram expedidos pelo Juízo da  1ª Vara Criminal Especializada da Comarca da Capital.

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