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Miliciano da Gardênia Azul é preso pouco mais de dois meses de ser solto

Um miliciano preso hoje na Gardênia Azul, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, tinha sido solto há pouco mais de dois meses após ser preso em outubro do ano passado em flagrante. Na ação de hoje, outros dois paramilitares também foram para a cadeia.


José Lucas Evangelista tinha sido preso com um comparsa no dia 14 de outubro de 2020, por volta de 11h00, na Avenida Tenente Coronel Muniz de Aragão, nº 2.348, acusado de constrangerem mediante grave ameaça, comerciantes, com o intuito de obter vantagem econômica para si ou para outrem.


Foram flagrados na posse da quantia de R$514,00 fruto da recente arrecadação de cobrança dos comerciantes. 
Eles exerciam a função de recolhimento de dinheiro de comerciantes. Portavam . portavam uma arma de fogo calibre 9mm, com numeração suprimida, dois carregadores calibre 9 mm, 35 munições calibre 9 mm, 


 Segundos os elementos de informação produzidos, após o recebimento de ´denúncia anônima´, dando conta da atuação de milicianos na comunidade do Gardênia Azul, em Jacarepaguá, foi montada uma operação com a finalidade de flagrar os milicianos durante a prática de extorsão. 


Nesta diligência policial, os denunciados, em tese, foram flagrados no momento em que extorquiam comerciantes da comunidade. 


Segundo os dados colhidos, José Lucas entrava e saída das lojas, bem como fotografava a fachada dos estabelecimentos com o telefone celular. 


No momento da abordagem, ele havia acabado de receber certa quantia em dinheiro das mãos da proprietária de uma loja. 


Além da quantia de R$ 295,00, foram encontrados dois telefones celulares. Indagado, disse que fazia a cobrança daquele trecho da comunidade e entregava o dinheiro arrecadado para o parceiro, outro membro da milícia .
O comparsa também foi abordado pela equipe policial, supostamente após realizar cobrança ao estabelecimento comercial Rio Fix. 


Em revista pessoal foi encontrada uma Pistola Canik, calibre 9 mm, com numeração suprimida e municiada, outro carregador sobressalente, a quantia de R$ 219,00 e um telefone celular. Este aparelho seria utilizado pelo denunciado para fotografar os estabelecimentos que não fizessem o pagamento. 

Em março, a Justiça decidiu substituir a prisão de José Lucas por medidas cautelares. Argumentou que os elementos de convicção produzidos até então, demonstram que não mais subsiste os motivos ensejadores da prisão preventiva, sendo certo que encontra-se em situação distinta ao do comparsa. 


Os elementos de convicção apresentados na oportunidade da decretação da prisão preventiva quando cotejado com a prova oral colhida indicam, em sede de cognição não exauriente (própria desta fase), que o acusado exerceria função secundária na cadeia delituosa da milícia privada imputada. 


Registre-se que pela prova oral colhida, ao que parece, a arma de fogo foi arrecada com comparsa de José Lucas em local diverso de onde foi efetuada a prisão em flagrante (captura) dele. Neste particular, o uso da arma de fogo no contexto de atividade de milícia foi indicada por este Juízo como fundamento a demonstrar a gravidade em concreto dos fatos.

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