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Miliciano preso em motel entregou antes comparsas da Tirol ajudando na prisão de alguns deles e fugiu para a Gardênia Azul, diz Justiça

  Relatório da Justiça dá detalhes sobre como se deu a prisão do miliciano Bruno Souza dos Santos, o Bruninho BR. ocorrida no início do mês, dentro de um motel na Freguesia, em Jacarepaguá.  Ele entregou comparsas do Morro da Tirol, no mesmo bairro, que acabaram presos e assumiu posto na Gardênia.

O custodiado seria integrante permanente da milícia atuante na comunidade Gardênia Azul, sendo que contra o mesmo havia mandado de prisão decorrente de crime de homicídio praticado em razão de disputa de milícia na região da Tirol, também em Jacarepaguá. 
 

Consta dos autos que policiais civis lotados na DRACO, no dia 06 de maio de 2021, diligenciavam pela Rua Araticum, bairro da Freguesia com o intuito de localizar o denunciado e cumprir mandado de prisão preventiva expedido em seu desfavor na ação penal 0057711-57.2020.8.19.0001. 

Ocorre que o suspeito percebeu a presença dos policiais e conseguiu empreender fuga, deixando no local anotações com referência a locais da Gardênia Azul e valores arrecadados pela milícia, além de uma bolsa contendo R$7.019,00 (sete mil e dezenove reais) em espécie. 

Após a tentativa frustrada de prendê-lo, os policiais retornaram à delegacia com o material apreendido, momento em que receberam nova informação do setor de inteligência dando conta de que o denunciado havia se escondido com a namorada num motel na região da Pechincha, próximo ao 18º Batalhão da Polícia Militar. 

Assim, os policiais se dirigiram aos motéis da região, logrando êxito em localizar o denunciado no quarto 306 do motel Charm. No momento da abordagem o denunciado estava com dois telefones celulares e uma máquina de cartão do Mercado Pago. 

Em sede policial, o denunciado confirmou que integrava a milícia do Gardênia Azul, executando a função de receber os valores provenientes das extorsões a moradores e comerciantes e repassá-los ao miliciano conhecido como Kiko.

A namorada confirmou que Bruno integrava da milícia do Gardênia, sendo visto, constantemente, com Wellington de Moraes da Silva, vulgo Tenente ou Munrá, um dos líderes da milícia na região do Gardênia.

Bruno ocupava posição de destaque na organização criminosa dominante no Morro do Tirol, ao lado do miliciano conhecido como Serginho, assassinado em março de 2019, do qual Bruninho é suspeito.

Durante as investigações do homicídio, o denunciado prestou depoimento identificando outros milicianos e a função que cada um exercia na associação criminosa que operava no Morro do Tirol. Após o esclarecedor depoimento, o denunciado se evadiu do local. Alguns suspeitos foram presos.

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