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Miliciano preso este ano monitorou chegada de 19 mil munições ao Rio. Negociou maconha e cocaína vinda da Bolívia. PM reformado bancava viagens e aluguel de carros da quadrilha

  O miliciano André Boto teria sido o responsável pela chegada de 19 mil munições de pistolas ao RJ em maio de 2017, apreensão que levou a polícia a descobrir a existência de uma quadrilha internacional de tráfico de drogas, armas e munições com a participação de PMs fluminenses.


Boto acompanhou atentamente via WhatsApp a viagem percorrida pelas munições até culminar em sua apreensão na Rodovia Presidente Dutra. 

O criminoso foi flagrado também negociando o envio de 200 kg de maconha para o Rio com um fornecedor de Mundo Novo/MS de vulgo Turco. 


Em outra conversa, Boto falou sobre uma mercadoria na Bolívia, no valor de R$ 5.000, que seria cocaína. 


Ele apresentou a comparsas um homem conhecido como Bruno de Marechal, como um de seus vendedores responsável distribuição de munições nas favelas Nova Holanda, Pedreira, Jacarezinho e Morro dos Macacos.


Seu irmão, o PM Adriano Pokemon, retirou munições trazidas do Paraguai e também acompanhou via WhatsApp a viagem percorrida pelas 19 mil munições em 2017.


Um PM reformado, de vulgo RM, assumiu o comando da organização após a prisão de André Boto. Ele era miliciano do Valqueire e era uma espécie de investidor. 


Ele pagava as viagens de avião de Boto para Foz do Iguaçu e Mundo Novo. O PM também custeava o aluguel dos veículos que faziam o transporte das munições para o Rio.


O PM Bruno Bala contratou homens para irem com André Boto até Mundo Novo/MS com o intuito de conhecer a rota para futuros transportes de munições.

Bala negociou com outro PM o transporte de 100 caixas de munições caibre nove milímetros. Esse outro PM diz a Bruno que estava dentro de um veículo blindado.

Foram interceptadas conversas dele com um ex-PM do Rio preso em uma cadeia na Argentina que afirmou a Bala que fazia planos para continuar e até mesmo incrementar o tráfico de drogas após sair da prisão, com a utilização de aeronaves e cocaína de alta qualidade, com a marca do “cavalinho”

Os dois também conversaram sobre a possibilidade de matar André Boto e Pokemon.

Um denunciado conhecido como Loirinho era o encarregado de fornecer munições para a facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA).

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