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Milicianos de Nova Iguaçu tinham manual de orientação de como abordar os comerciantes Quatro foram condenados

Quatro milicianos foram condenados a quatro anos de prisão por atuação na Estrada de Adrianópolis, no bairro de Vila Nossa Senhora da Conceição, em Nova Iguaçu. 

Eles foram presos em maio de 2020 no momento em que extorquiam os comerciantes da região.  Estavam com uma espingarda calibre 12 com sete munições intactas bem como um caderno escolar grande com anotações de cobranças e contabilidade de valores recebidos dos lojistas locais, um bloco de papel contendo orientações e a hierarquia da organização criminosa e um bloco de recibo em branco.

Policiais envolvidos na ocorrência e na investigação retornaram ao local em que ocorria a extorsão no dia seguinte porque havia nos cadernos anotação nomes de loja e um valor ao lado; que diante das anotações conseguiram identificar alguns estabelecimentos; que convidaram as vítimas a irem na Delegacia de Polícia; que de quatro vítimas, uma disse não ter reconhecido, porque ficou certamente com medo; outras reconheceram a milícia; q

Não existia na ocasião nenhuma investigação desse grupo ou da milícia a qual esse grupo está ligado e os agentes disseram que foi um fato que até os surpreendeu, porque normalmente as milícias atuam em outras áreas de Austin e Miguel Couto de Gama, e não nessa área da Estrada de Adrianópolis.

Os policiais disseram na época que acreditavam que podia ser até uma expansão da milícia para aquela área, porque pelo que ouviram das vítimas teria sido até um primeiro contato.

 O material apreendido contendo anotações foi submetido à perícia e constavam diretrizes sobre como tratar a ´clientela´; que não era só anotação de cliente e valor devido, mas também tinha coordenadas; do tipo de tratamento de como ‘chegar’ e ‘fazer esse tipo de extorsão’; 

O comércio não possuía câmeras e os valores cobrados variavam como cem reais, cento e cinquenta reais, cinquenta reais, 

Os milicianos disseram informalmente a PMs  que eram ‘segurança da firma’; que eles que ainda não tinham valores; não tinham arrecadado pois, segundo informação deles, estavam começando; que iam começar a marcar com os comerciantes; inclusive no caderninho deles tinha o valor de gás em seiscentos reais riscado e colocaram quatrocentos. Um dos suspeitos era filho de policial.

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