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Milícias se espalham por vários estados brasileiros

Não é somente no Estado do Rio de Janeiro que existem milícias especializadas em extorquir comerciantes e moradores e cometer homicídios. Vários outros estados do Brasil também tiveram registradas a existências de grupos paramilitares com forma de atuação semelhante às quadrilhas fluminenses, inclusive, com a participação de agentes públicos. 

Nesta semana, quatro PMs foram afastados dos seus cargos e tiveram as remunerações suspensas pela suspeita de participação de milícia no interior do Amazonas. O Ministério Público Federal acusa os agentes de compor uma quadrilha que protegia pecuaristas e fazendeiros para exploração ilegal de recursos naturais no sul do Estado, atuando como agentes de segurança privada. Os milicianos recebiam dinheiro, carros e gado para trabalharem na segurança dos trabalhadores, dos equipamentos usados para desmatamento e expulsar outras pessoas interessadas nas terras.


Em Pernambuco, por exemplo, havia um grupo chamado de “Matadores do Chã Cruz”, que agia no município de Camaragibe. O bando agia como “justiceiros” eliminando pessoas que cometiam pequenos delitos na área, extorsões e estava envolvido com o tráfico de drogas.

Outra milícia temida funcionava na cidade de Lagoa dos Gatos/PE, também voltada para homicídios. 


No Pará, um policial militar comandava uma organização paramilitar que agia no município de Paraupebas. Ele exigia de traficantes armas, drogas e dinheiro. O líder do grupo tentou matar um jovem, que mandou tirar as roupas e rezar mas errou a pontaria e a vítima fugiu.


Na cidade paraense de Bragança, agia um grupo de extermínio acusado de diversos homicídios entre eles a de um radialista local.  


Ainda no Pará, foi formada uma organização paramilitar para se envolver em conflitos agrários no sudeste do Estado mais especificamente nas fazendas Santa Clara e Petrópolis que foram invadidas por terceiros. Os milicianos foram acusados de ameaça, roubo e disparos de arma de fogo. 

No ano passado, seis policiais militares foram presos suspeitos de integrar grupos de extermínios e milícias que atuavam na Região Metropolitana de Belém.  Eles eram acusados de participar de grupos apontados como responsáveis por diversos homicídios ocorridos em Belém, Ananindeua e Marituba. Um vereador também fazia parte.

Material apreendido com milcianos no Pará


Em Minas Gerais, um policial civil liderava uma milícia que atuava na cidade de Pará de Minas. Aproveitando-se de sua condição de agente da lei, ele simulava abordagens policiais para obter vantagens econômicas. O bando ainda praticava assaltos e explorava jogos de azar.


Na cidade mineira de Uberaba, agia outra organização paramilitar que praticava, dentre outros crimes, o de tortura para obter confissões de crimes, como estupro. O grupo era ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). 


No Rio Grande do Sul, com a participação de policiais militares, a milícia atuava nos municípios de Pelotas, Capão do Leão e Piratini. O grupo caçava suspeitos e invadia residências de forma ilegal. Torturava assaltantes e arrombava estabelecimentos comerciais como forma de a vítima contratar os serviços de uma empresa de segurança mantida pela quadrilha. 


No Mato Grosso do Sul, havia uma organização paramilitar que praticava porte ilegal de armas de fogos de uso restrito, homicídio, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes. A quadrilha agia nas cidades de  Sidrolândia, Campo Grande, Aquidauana e Rio Negro. Empresários eram os chefes do grupo que planejou, inclusive, atentar contra a vida de autoridades envolvidas na investigação do caso, entre elas um promotor de Justiça. Quatro policiais civis foram presos.

Armas da milícia no MS


No Distrito Federal, pelo menos sete PMs participavam de uma milícia que praticava grilagem de terras, loteamento do solo, extorsão e homicídio no Sol Nascente, em Ceilândia. Também há suspeita do envolvimento deles em tráfico de drogas e venda de armas. os milicianos invadiam terrenos, ameaçavam moradores e cobravam pela segurança de imóveis.


No  Estado de São  Paulo, havia uma milícia em Sorocaba, especializada em sequestros, tortura e tentativa de homicídios. 


No Maranhão, foi descoberta a existência de uma milícia na cidade de Icatu, que seria responsável por vários homicídios e que atuava também no tráfico de drogas. Agiam com objetivo de limpar a área, se vingando de mortes de policiais militares ou mesmo matando pessoas com envolvimento com o tráfico de drogas que não estavam alinhadas com os paramilitares. 

Em Goiás, investigações sobre um grupo de extermínio que atua no Estado descobriram que o líder era um tenente-coronel que chegou a ser candidato a deputado estadual. Outros PMs faziam parte e foram denunciados. O bando é acusado de executar vítimas após forjar troca de tiros e sequestrar. 

O mesmo oficial envolvido no esquadrão da morte também cobraria valores de donos de propriedades rurais para evitar possíveis invasões de terra por movimentos sociais. Ele foi flagrado em escutas telefônicas pedindo indicações de nomes de policiais que aceitem receber uma diária de R$ 300 para proteger uma fazenda.

Uma milícia foi responsável por dezenas de assassinatos na Grande Natal, no Rio Grande do Norte. O banho de sangue começou depois da morte de um sargento da PM em 2018, que era o chefe do grupo. A organização criminosa atuava na prestação de serviços de segurança privada e ainda na “eliminação” de pessoas ditas ou por eles consideradas como “bandidos”, promovendo aparente sensação de paz social, “regada pelo assassinato brutal de vários homens e mulheres”.

No Ceará, há alguns anos, foi verificada a formação de uma milícia privada no município de Santa Quitéria e que era ligada ao tráfico de drogas,. Uma líder comunitária era a chefe do grupo e chamava atenção pelo fato de atuar de forma muita intensa nos órgãos públicos (Poder Judiciário, Ministério Público, Polícia Militar e Polícia Civil), quando, na verdade, procedia o monitoramento das ações estatais, repassando aos membros da milícia armada.

Recentemente, surgiram informações na imprensa de que o capitão PM Adriano Magalhães da Nóbrega, miliciano do RJ morto na Bahia, pretendia formar uma milícia no Estado.

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