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Mototaxista delatou policiais da DRACO em viatura descaracterizada a milicianos de Santa Cruz que foram para matá-los. Agentes tiveram que pedir reforço e prenderam os suspeitos. Três foram condenados

A milícia que era dominada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto no último dia 12, e hoje por seu irmão, Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, usa mototaxistas como forma de monitorar a ação de viaturas policiais. 

Em um episódio no ano passado, policiais civis que estavam em uma viatura descaracterizada e foram indicados por um mototaxista por pouco não foram mortos por paramilitares em Santa Cruz que estavam em maior número e iriam abordar o veículo policial com arma na cintura. Foi preciso chamar reforço para prender os suspeito.

Consta dos autos que em 18 de setembro de 2020 que policiais civis, lotados na DRACO, realizavam diligências do setor de inteligência, com viaturas descaracterizadas, na localidade conhecida como João XXIII, no bairro de Santa Cruz, quando perceberam que estavam sendo monitorados por um mototaxista.

Em determinado momento, quando os policiais estacionaram o veículo em frente a uma praça, notaram que o mototaxista se dirigiu a um bar próximo e se comunicou com outra pessoa, que caminhou junto com um comparsa , tendo eem direção à viatura. 

De acordo com os policiais, enquanto se aproximavam da viatura, a dupla de milicianos levou a mão à cintura, como se estivessem portando armas de fogo. Por sua vez, o mototaxista e outro suspeito permaneceram com outros indivíduos a alguns metros. Temendo um confronto e por estarem em menor número, os policiais deixaram a praça e pediram reforço de outra equipe que também realizava diligências pela região.

 Ao deixarem a praça, novamente os policiais foram escoltados pelo mototaxista, que os seguiu pela via pública até o momento em que percebeu a chegada do reforço policial e o retorno dos agentes à mesma praça. 

Imediatamente, o mototaxista retornou em alta velocidade, buzinando e gesticulando para informar aos comparsas o retorno das viaturas, o que possibilitou a fuga de dois indivíduos. 

Em seguida, os policiais abordaram o grupo, sendo encontrado em poder do deles uma arma de fogo e munições. além da quantia de R$ 622,00  e um caderno com anotações de cobranças das extorsões realizadas ela milícia local. 

No momento da abordagem os denunciados ainda tentaram se desfazer de telefones celulares, arremessando-os ao chão. 

Por conta deste episódio, três milicianos foram condenados em maio a penas de até seis anos de reclusão.

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