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MP faz operação contra lavagem de dinheiro da milícia de Rio das Pedras. Grupo teve R$ 5 milhões bloqueados

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ), realiza nesta quarta-feira (02/09) a operação “Intocáveis III”. O objetivo é cumprir mandados de prisão preventiva contra três, dos seis denunciados à Justiça pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, além de 14 mandados de busca e apreensão. Os denunciados integram a milícia que atua em Rio das Pedras e adjacências. A denúncia foi recebida pela 1ª Vara Criminal Especializada da Capital, que deferiu as medidas cautelares.


De acordo com a denúncia, o grupo denunciado é liderado por Marcus Vinicius Reis dos Santos, o “Fininho”, denunciado na primeira fase da operação “Os Intocáveis” e que encontra-se custodiado. Mesmo da cadeia, “Fininho” continua dando ordens aos seus integrantes. Segundo as investigações, ele é considerado braço direito de Maurício Silva da Costa, o “Maurição”, um dos chefes da milícia que atua na região e também denunciado na primeira fase da operação “Os Intocáveis”.


Os demais integrantes da organização criminosa são: Bruno Leonardo Fonseca Teixeira, Thaisa Oliveira da Silva Teixeira, Fabricio Ferreira Godoi, e Fernando Braga Ribeiro, que atuavam como “laranjas”, dificultando o rastreio do patrimônio ilícito de “Fininho”. Já a denunciada Valdiane Moreira de Sousa auxiliava “Fininho” com a contabilidade da agiotagem, uma das atividades ilícitas mais lucrativas exploradas pela organização criminosa.


O patrimônio ilícito foi construído através da exploração de diversas atividades criminosas, como extorsões, grilagem e agiotagem, entre outros. De acordo com a investigação, o grupo criminoso obteve vantagens indevidas no valor mínimo de R$ 5.787.460,57, valores estes que foram submetidos a procedimentos de lavagem de dinheiro e agora estão bloqueados pela Justiça, a pedido do GAECO/MPRJ.


Tendo por finalidade dar aparência legal aos recursos ilícitos obtidos, “Fininho” engendrou a prática de diversas manobras de lavagem de dinheiro com o auxílio do grupo, dentre elas a conversão dos valores em ativos lícitos, mediante a aquisição de diversos bens imóveis e constituição de empresas, atribuindo-os a terceiros, sempre com a finalidade de ocultar e dissimular a origem e a propriedade dos recursos financeiros.


Durante o período em que esteve foragido, após a deflagração da operação “Os Intocáveis”, “Fininho” também se valeu das contas bancárias de integrantes da organização criminosa para guardar e movimentar valores, com o claro propósito de promover a lavagem de capitais obtidos de forma ilícita. Ainda de acordo com a denúncia, como também não possuía lastro econômico ou legal para as aquisições imobiliárias e movimentações financeiras, já que não possui vínculo empregatício ativo, “Fininho” dissimulava valores declarados em aquisições de imóveis de alto padrão, incompatíveis com seus rendimentos.


Os mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços nos bairros de Curicica, Recreio, Itanhangá, Jacarepaguá e Rio das Pedras. Entre os denunciados nesta terceira fase, Fernando Braga Ribeiro já encontra-se preso, após ser denunciado na operação “Os Intocáveis II”, por exercer a função de “laranja” do bando. Embora também tenha sido denunciado na operação anterior, Bruno Leonardo Fonseca Teixeira se encontrava foragido desde então.

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