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Traficantes do Muquiço (TCP) estavam aguardando ordem de Grisalho para matar mulher torturada

Na última segunda-feira (21/9), o comando do 9° BPM (Rocha Miranda) tomou conhecimento de que uma mulher havia sido torturada e estaria sendo mantida em cárcere privado na Comunidade do Muquiço, no bairro de Guadalupe, divisa entre as Zonas Norte e Oeste da Cidade do Rio de Janeiro.

Após realizar as comunicações pertinentes ao fato e obter as autorizações condizentes, inclusive no que diz respeito à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) quanto às ações policiais durante a pandemia da Covid-19, o comando da unidade desencadeou uma operação para checar a procedência das informações na manhã desta terça-feira (22/9).

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Durante as incursões, as equipes foram atacadas por criminosos armados e, após estabilizarem a região, os policiais seguiram em vasculhamento até encontrar o local onde estava a vítima, situado na Rua Osmar Lins.

A mulher apresentava ferimentos pelo corpo e sinais de desespero. Junto à ela, estavam seus seis filhos, todos menores de idade e a mais velha, inclusive, grávida de seis meses.

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Informações preliminares apontam que a vítima teria sido agredida pelos criminosos locais após cobrar satisfações por uma de suas filhas ter sido estuprada por integrantes do bando. Após retaliação, a mulher foi mantida em poder dos marginais, onde estaria aguardando ordem do chefe do tráfico de drogas na comunidade, conhecido como Grisalho, para ser executada.

As equipes resguardaram o perímetro, propiciaram a saída da família da comunidade e conduziram a vítima ao Hospital Municipal Dom Pedro II, em Santa Cruz, Zona Oeste da Cidade do Rio. De imediato, a Subsecretaria de Vitimados, integrante da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, foi acionada para prestar assistência aos envolvidos. A ocorrência foi apresentada para registro na 35ª DP (Campo Grande).

A ação pontual da Polícia Militar, através do 9° BPM (Rocha Miranda), foi construída de maneira estritamente estratégica e precisa, com o objetivo de reforçar junto à sociedade o compromisso irrevogável da corporação em relação à preservação da vida.

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