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Mulher líder de milícia em Caxias é condenada a sete anos. Ela invadiu terrenos, vendia e depois expulsava quem não começasse a construir logo

Cabeça de uma milícia que agia em Duque de Caxias, Cristina Almeida dos Santos acaba de ser condenada a sete anos de prisão em uma investigação que começou em 2019.  A sentença saiu no último dia 30.

Ela  liderava o grupo miliciano e organizava as atividades de cada integrante, além de ser a responsável pelo recebimento das quantias pagas pelos moradores, intitulada como ¿taxa mensal¿, no valor de R$ 50,00, no bairro do Pilar.  

Cristina mandava intimidar os moradores do local a fim de que estes realizassem os pagamentos impostos pelo grupo. 

A quadrilha invadiu terrenos da União e passou a dividí-los  terrenos em lotes, em aproximadamente 100m² (cem metros quadrados) cada, e vendia ou doava a pessoas interessadas, sob a condição de que estas promovessem algum tipo de edificação que, caso não fosse realizada, eram expulsas.

Havia um prazo para construir. Se não iniciassem logo, ela  revendia mesmo com o primeiro  já tendo gasto dinheiro. Não havia ressarcimento. 

Ela cobrava uma taxa de R$ 20 para a colocação de encanamento de água e outra taxa entre R$ 50 e R$ 200 para a distribuição da luz. 

Cristina andava com um grupo de homens que pareciam ser seus seguranças. Muitas pessoas tinham medo dela.

,A líder da milícia não fornecia recibo de nenhum valor que a ela era pago e não permitia que os moradores alugassem suas casas; que tinham que efetivamente ocupar os terrenos.

Ela arrombava os imóveis quando as pessoas ficavam um tempo fora e retirava os pertences.

Um morador que tinha desavenças com a líder da milícia disse que o grupo tentou matá-lo. ‘Vamos atrás dele, vamos matar ele agora’, disse a vítima ter ouvido de um paramilitar.

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