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O dia em que quase os detentos de Catanduvas (PR) se rebelaram. Agentes tiveram que usar granada de luz e som para conter o tumulto na unidade

Pouco mais de um ano, quase houve uma rebelião dentro da penitenciária federal de Catanduvas, no Paraná, por presos ligados ao Comando Vermelho, entre eles Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco (já falecido), Luiz Cláudio Machado, o Marreta e Cláudio José de Sousa Fontarigo, o Claudinho da Mineira.


Em 14 de agosto de 2020, houve uma alteração dos presos na cadeia que exigiram a presença do diretor da unidade ou do chefe de segurança para prestar esclarecimentos a respeito da Portaria DISF Nº 35 de 12 de agosto de 2020, que dava instruções sobre o retorno das visitas virtuais e atendimentos aos advogados. Do contrário, os detentos não retornariam às celas de origem.


Foi comunicado aos presidiários que o diretor não se encontrava na cadeia e que o chefe de segurança estava muito atarefado e não podia atendê-los e que caberia ao chefe de vivência esclarecer as dúvidas dos internos.


Ao término do período do pátio de sol, o chefe da vivência determinou que os presos se recolhessem. A ordem foi repetida pelo funcionário e não atendida.


Os detentos, então, sentaram no chão do pátio sendo necessária a intervenção da equipe de segurança. Os presos, no entanto, resistiram.


Logo em seguida, começou uma bateção generalizada nas portas das celas. 


Foi necessário o uso de granada de luz e som indoor para conter o tumulto mas não houve riscos para a integridade física de ninguém. 


Com isso, todos os detentos foram conduzidos para as respectivas celas de origem.


E o chefe da vivência ouviu as dúvidas dos presos. 

Além disso, o período de banho de sol vespertino foi suspenso.

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