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O poder que tinha Girão na Gardênia Azul

Cristiano Girão Matias foi acusado de liderar uma milícia na na Gardênia Azul que praticava diversos crimes, tais como delitos de ameaça, lesão grave por espancamento, extorsão, esbulho, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

A quadrilha fazia uso de arma de fogo como meio de intimidação aos moradores e comerciantes,


Antes deste processo, que é de 2011, Girão já havia condenado pelo Juízo da 2ª Vara Criminal do Foro Regional de Jacarepaguá/Rio de Janeiro a 14 anos, 6 meses e 6 dias de reclusão, face à comprovação de sua liderança frente ao bando o início dos anos 90 até o final de 2009, quando foi preso e passou à tutela do Estado.


Sua condição de bombeiro militar e posterior ascensão à posição de presidente da Associação de Moradores da Gardênia Azul e, em especial, ao cargo eletivo de vereador do Município do Rio de Janeiro, lhe garantiu autoridade e força expressiva sobre os moradores locais, que passaram a reverenciá-lo pelo receio em ter que suportar o impacto de sua ´mão de ferro´ e pela necessidade e inevitável subordinação aos seus desmandos.

Por isso, entre 2010 e 2014, ´Girão´, permaneceu na liderança do grupo, ocupando o mais alto posto na hierarquia da quadrilha armada de milicianos da Gardênia Azul, na função de verdadeiro líder.

Era reservada a ele a última palavra de decisão em questões relevantes atinentes à atuação criminosa do grupo.
A privação se sua liberdade em presídios durante um periodo não inibiu seu relevante desempenho enquanto administrador máximo do bando, porquanto suas determinações e ordens eram passadas por recados através daqueles que tinham autorização para visitá-los.

A Associação de Moradores, era um verdadeiro escritório do crime, local em que os milicianos recebeiam dos moradores e comerciantes da Gardênia Azul o pagamento mensal de aluguéis dos imóveis explorados pela quadrilha, taxas de segurança, taxas de permissão para funcionamento de comércios (´alvarás´), além de taxas pela venda dos imóveis da região (´comissões´).


Quando havia inadimplência de locatários, os paramilitares acionavam os ´seguranças dos imóveis´, que não hesitavam em utilizar de violência física e moral sempre que necessárias à manutenção do poder paralelo miliciano, caso persistente o não pagamento.

Girão logrou obter expressivo lucro e acumular fortuna em decorrência da exploração dos moradores e comerciantes locais. Imóveis pela região da Gardênia Azul foram adquiridos, de maneira que ´Girão´ converteu em ativos lícitos os valores por ele obtidos.

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