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Operação da PF apreende R$ 147 milhões em criptomoedas e R$ 13,8 milhões em dinheiro no RJ

Uma operação da Polícia Federal contra bitcoints apreendeu um montante de R$ 147.750.000 em criptomoedas, além de 21 carros de luxo, joias, diversos rel[ogios de alto valor celulares, aparelhos eletrônicos, documentos diversos, além de R$ 13.825.091,00, em espécie.

Foram arrecadados ainda 100 Libras Esterlinas, em espécie. e outros valores, em moeda estrangeira, já depositada na Caixa Econômica Federal, mas não contabilizada!

Cinco pessoas foram presas, sendo três no Rio e duas em São Paulo, mais especificamente no Aeroporto de Guarulhos.

A operação Kryptos foi deflagrada em conjunto com o GAECO/MPF, a Receita Federal e a Procuradoria de Fazenda Nacional com objetivo de desarticular organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas.

Segundo a investigação, uma empresa, com sede na Região dos Lagos/RJ, é responsável pela operacionalização de um sistema de pirâmides financeiras ou “esquemas de ponzi”, calcado na efetiva oferta pública de contrato de investimento, sem prévio registro junto aos órgãos regulatórios, vinculado à especulação no mercado de criptomoedas, com a previsão de insustentável retorno financeiro sobre o valor investido.

Nos últimos seis anos, a movimentação financeira das empresas envolvidas nas fraudes apresentou cifras bilionárias, sendo certo que aproximadamente 50% dessa movimentação ocorreu nos últimos 12 meses.

Na ação de hoje, cerca de 120 policiais federais cumpriram os mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e no Distrito Federal.

Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e decorreram de um esforço conjunto entre a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Receita Federal e a Procuradoria da Fazenda Nacional.

Os investigados poderão responder, na medida das suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta/temerária de instituição financeira clandestina, emissão ilegal de valores mobiliários sem registro prévio, organização criminosa e lavagem de capitais, e, se condenados, poderão cumprir pena de até 26 anos de reclusão.

KRYPTOS, termo grego para designar o ”oculto” ou o ”escondido” e que, por sua vez, deu origem ao termo cripto.

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