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Operação da Polícia Civil com o MP prende suspeitos de integrar milícia que atua em Duque de Caxias

Oito suspeitos de integrar uma milícia que atua em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, foram presos durante a Operação Próspera, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público nesta quinta-feira. Outros dez alvos dos agentes já haviam sido presos anteriormente. De acordo com as investigações, o grupo paramilitar impõe o terror nos bairros de Saracuruna, Vila Urussaí e Jardim Primavera. O bando é apontado como autor de homicídios, explosões de caixas eletrônicos e sequestros, além de extorsões a moradores, comerciantes, mototaxistas e motoristas de van.

Ao todo, os agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) visam a cumprir 25 mandados de prisão preventiva e 21 mandados de busca e apreensão. Os mandados estão sendo cumpridos em Duque de Caxias, Nova Iguaçu, também na Baixada, e nas comunidades do Guaporé e do Quitungo, em Brás de Pina, na Zona Norte da capital. A operação conta com apoio da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), da 112ª DP (Carmo) e da 3ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM).

A investigação sobre a milícia começou em janeiro de 2019. Até junho de 2020, durante a apuração sobre os crimes cometidos pela quadrilha 31 suspeitos foram presos. No segundo semestre do ano passado, os investigadores observaram o surgimento de um conflito entre grupos de milicianos rivais, que passaram a disputar o território com homicídios, incluindo de pessoas inocentes. As ordens eram passadas por criminosos já presos que contavam com o apoio de milicianos de outras regiões, como as comunidades de Brás de Pina.

De acordo com o Ministério Público, os chefes da quadrilha que estão em guerra são: Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o MH, um homem conhecido como Careca e João Victor do Nascimento Faria Soares.

Alvos da operação

Mortes de desafetos, expulsão de moradores e cobrança de diversas taxas são alguns dos crimes o que vêm acontecendo em três bairros de Duque de Caxias — Saracuruna, Vila Urussaí e Jardim Primavera — nos últimos anos. Um grupo de paramilitares liderados por um paraquedista do Exército é responsável por pelo menos sete mortes em menos de oito meses. A ação na manhã desta quinta-feira, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio, tem como alvo os integrantes dessa organização que tem aterrorizado a população da região.

Um dos mandados de prisão é contra o cabo paraquedista do exército Davidson Sanches Melo, apontado como o líder em Jardim Primavera. Quando os investigadores chegaram à casa dele, em Saracuruna, o militar conseguiu fugir, ainda de cueca, pulando um muro da residência.

De acordo com a Polícia Civil, PMs davam apoio aos milicianos na disputa pelo território. Nessa ação, os investigadores também estiveram na casa dos militares André Sabino da Silva, sargento da PM, e na do soldado Levy Oliveira Araújo. Silva fornecia munições para o grupo e foi indiciado. Já Araújo tinha ligações com os milicianos. Neste ano ele foi flagrado em um carro com um paramilitar. O soldado não foi indiciado.

A Polícia Civil descobriu que de dentro da cadeia dois milicianos ordenavam os crimes em Caxias.

São apontados como mandantes Márcio Henrique Idalgo Rodrigues dos Santos, o MH, que está preso na Cadeia Pública Tiago Teles de Castro Domingues, no bairro de Santa Luzia, em São Gonçalo; e João Victor do Nascimento Faria Soares, preso no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, que integra o Complexo Penitenciário de Bangu.

Uma das ordens vindas de dentro da prisão foi para matar Filipe Pereira Brandão, o Pirica. Braço direito de Márcio Henrique, os investigadores acreditam que a vítima estava roubando os comparsas. Pirica foi executado em novembro do ano passado na Vila Urussaí. Um dos motivos do racha entre a quadrilha.

O PM André Sabino da Silva, que tem direito de comprar munições todo ano, revendia os projéteis para Pirica.

Por mês, além de matarem desafetos e os próprios comparsas, os milicianos cobravam taxas de diferentes serviços. Cada depósito de gás pagava R$ 800 por semana. Já os mototáxis tinham a taxa de R$ 100 e os motoristas de vans de R$ 60. Segundo o MP, cada morador tem que dar R$ 150 por mês. Um morador de Saracuruna teria sido expulso após não fazer o pagamento.

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