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PCC criou ‘Escolinha’ em Alagoas para educar os presos e incentivá-los a continuar no crime. Queria implantar jogo do bicho nas cadeias do Estado

A Escolinha do PCC foi criada no sistema prisional do Alagoas, projeto pioneiro no Estado com objetivo de evangelizar e educar inicialmente detentos, a aderirem à facção e permanecerem no mundo do crime, inviabilizando o processo de reeducação dos mesmos no sistema prisional e fortalecendo o poder da organização principalmente contra os rivais.
Outro projeto do PCC em Alagoas é implantar o jogo do bicho nas cadeias.

No dia 02 de abril de 2019, foi dado início a um acompanhamento com intuito de verificar a atuação do PCC no Estado de Alagoas, de onde possui planos ambiciosos. 


Foi constatado durante o período de interceptação que em Alagoas, assim como em outros estados, os membros desta facção se comunicam majoritariamente por meio de telefones inseridos ilegalmente dentro do sistema prisional, as chamadas linhas vermelhas; sendo o terminal telefônico um dos canais mais importantes de comunicação em que os gerais (Líderes) administram todo núcleo desta facção, por meio de conferências, onde promovem reuniões que abrangem lideranças a níveis estaduais, regionais e nacionais.

Como um modo de blindar e descentralizar o poder, algumas das lideranças atuantes em Alagoas estão concentradas em presídios de outros estados da federação, indivíduos reclusos no sistema prisional do Estado de Paraná e Mato Grosso do Sul assumem funções, deliberam e controlam grande parte das ações no quadro do PCC em Alagoas.

Essa descentralização se repete em outros Estados, tendo como exemplo: alvos que residem no Estado Alagoas e assumem funções no quadro do PCC de Sergipe. 


Hoje, o PCC volta sua atenção para a conquista de territórios dentro e fora do sistema prisional, articulando diversos ataques as facções rivais, sendo o Comando Vermelho (CV) o seu principal alvo. 


Nas conferências diversos serviços são realizados desde a contagem da quantidade de faccionados, dados estatísticos do crescimento da facção, elaboração de planilhas contendo notificações diárias, semanais e mensais das ações do PCC, batismos, cadastramento, remanejamento de membros em funções de liderança, levantamentos para identificar quantidades de quebradas no estado, manutenção do controle disciplinar, controle do tráfico de drogas nas lojinhas (pontos de tráfico dominados pela facção), controle dos locais de armazenamento e disponibilidade das armas de fogo que pertencem a facção, e os tribunais do crime.

Em recente estatística divulgada pela Justiça, o número de membros faccionados no Estado de Alagoas era de aproximadamente 2014, disseminados na capital alagoana e no interior do estado. 

As investigações evidenciaram que o controle nacional da facção está concentrado nos presídios do Mato Grosso do Sul, Paraná – PR, onde os principais líderes estão presos, sendo estes presídios o escritório central do PCC no Brasil.

Recentemente a Organização Criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), sofreu uma reestruturação estratégica seguindo uma linha nacional, abolindo muitas funções e simplificando o quadro de membros. Diante da análise, esta reestruturação ainda está em processo de adequação. 


No estado de Alagoas as nomenclaturas e abrangência territorial destinada as funções que foram divididas conforme regiões e cor: Leste, Agreste e Sertão e as cores remetendo ao mapa das mesorregiões existentes no estado

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