Peixão (TCP) teve denúncia aceita este mês por morte de motorista da Ricardo Eletro ocorrida em 2012. Corpo ainda não apareceu

O traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, um dos chefões do Terceiro Comando Puro (TCP) e que comanda as comunidades de Parada de Lucas, Vigário Geral e Cidade Alta, na Zona Norte do Rio, teve denúncia contra ele aceita este mês pela Justiça juntamente com outros quatro comparsas pelo assassinato de um motorista da Ricardo Eletro ocorrida em 2012. 

Segundo a denúncia, aceita em 17 de março, no dia 29 de junho de 2012, por volta de 17h30min, no interior da Comunidade Parada de Lucas, Peixão, na época também chamado de Alvinho,  juntamente como os bandidos de vulgos  Furacão, Tião ou Batista, Zé do Porco ou Porquinho e Geremias mataram Cleber da Silva Ribeiro. Todos foram denunciados e tiveram decretada prisão preventiva. 


O crime foi perpetrado por motivo torpe, uma vez que serviu para cumprir a ´lei do tráfico´, objetivando demonstrar o poder do TCP que domina o local, tendo em vista que, na semana anterior ao crime de homicídio, a vítima negou-se a atender a ordem dos traficantes de levar uma carga de eletrodomésticos da empresa Ricardo Eletro, para a qual trabalhava como motorista de caminhão, para o interior da comunidade, a fim de que os denunciados furtassem a carga e fosse feito pela vítima um registro falso de roubo de carga.´ ´


Ainda, o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa do ofendido, considerando que a vítima foi surpreendida pela presença numérica e armada dos traficantes, que praticaram atos de violência contra Cleber, sem chance de defesa e, em seguida, ocultaram o cadáver. Até hoje não foram localizados os restos mortais da vítima.


Segundo testemunhas, aproximadamente uma semana antes do desaparecimento de Cleber, ele contou para a família que traficantes teriam pedido a ele descarregar uma carga com eletrodomésticos dentro da comunidade, o que foi negado teria negado tal ação.
Uma semana depois de negar tal pedido dos traficantes, Cleber  desapareceu. 


Na época dos fatos, o chefe do tráfico em Lucas  era o bandido que tinha os vulgos de Júlio Batista ou Tião. Para o depoente, foi ele quem mandou matar Cleber.  


A investigação citou ainda que os traficantes locais teriam mandado matar um homem que era conhecido na região como pedófilo.