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Peixão (TCP) se livra da acusação de ter mandado matar soldado que executou comparsa sem autorização

O chefão do tráfico na Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral, na Zona Norte do Rio, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, acaba de se livrar de uma acusação de ter mandado matar, há quase três anos, um soldado de sua quadrilha que executou um comparsa sem sua autorização.


Segundo denúncia do Ministério Público Estadual, na noite de 11 de Abril de 2017, numa boca de fumo em Vigário Geral,  Alexandre Barbosa, vulgo ´BG´, e Rodrigo Ribeiro, vulgo ´Jeremias´, dolosamente, previamente ajustados, exibindo armas de fogo de grosso calibre, contando com o apoio bélico de vários comparsas, teriam desarmado e arrebatado o ´soldado do tráfico´ Ubiratan Fernandes Barbosa (Birinha), colocando-o num automóvel e levando-o para local desconhecido, onde a vítima foi executada e seu cadáver esquartejado.´ ´


Peixão foi acusado de determinar aos seus subordinados que procedessem ao seu brutal extermínio.´ ´Os restos mortais da vítima não foram localizados. 


As investigações policiais, por meio de interceptação de comunicações telefônicas dos integrantes da organização criminosa relataram que o crime foi motivado por gança, uma vez que Birinha, sob influência de álcool, pouco antes, naquele mesmo dia, usando uma arma de fogo, matara um integrante da organização, identificado como Arilton Garcia do Nascimento, vulgo ´Monstro´. ´


Interceptação de comunicação telefônica feita no dia 18 de Abril, às 18h37min, revelou diálogo entre o traficante Rodrigo Gomes dos Santos, vulgo ´Branquinho, integrante da mesma organização criminosa, e um presidiário não identificado, por meio do qual são esclarecidos os executores, o mandante e a motivação do delito. 


Teria dito Branquinho´… o Birinha doidão de cachaça matou o Monstro na Boca e o Mano mandou passar o cerol no Birinha (…) que o Monstro foi fechar o bar perto da boca que o Mano tinha dado pra ele e quando voltava o Birinha estalou o Monstro e disse: tranquilo que a missão foi cumprida. Que daí o Mano falou: qual foi Jeremias? E aí BG? O Birinha matando sem ordem?! Desarma ele aí que vai morrer também! Mandou botar no carro e passar o cerol e picotou o corpo.


Logo depois da consumação do homicídio, em local não determinado nos autos da investigação policial, os executores Alexandre Barbosa, vulgo ´BG´, e Rodrigo Ribeiro, vulgo ´Jeremias´, com vontade livre e consciente, sob as ordens do mandante Álvaro Malaquias, em comunhão de ações e desígnios, teriam ocultado o cadáver da vítima exterminada.´ ´
A família de Birrinha, até a presente data, permanece privada do direito de enterrar o corpo do parente supostamente morto pelos próprios comparsas.


Declarações dos familiares da Birrinha, chamados para melhor esclarecer o ocorrido, dão conta de que a referida integrava o tráfico local e recebia R$ 700,00 como pagamento por suas ações. No corpo das declarações confessam que sabiam do desaparecimento de ´Birinha´ e suspeitavam dos motivos, todavia não foram a ´boca de fumo´ porque temiam por suas vidas. 


Entretanto, em decisão de 14 de fevereiro,  a Justiça decidiu pela impronúncia de Peixão, BG e Geremias.


O depoimento de um policial civil informou que foram feitas várias diligências e não foi possivel materializar o que foi mencionado nas interceptações, tampouco encontraram o corpo da vítima. 


  As testemunhas arroladas prestaram informações. O resumo concreto das provas produzidas nos autos evidenciou a total fragilidade do caderno probatório.


A Justiça decidiu pela impronúncia em razão da ausência de indícios mínimos de autoria do fato.

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