Casos de PolíciaDenunciahomicídioinvestigação

Perito da Polícia Civil assassinado por militares da Marinha teria sido jogado ainda com vida dentro do Rio Guandu. Veja o passo a passo do crime desde o começo

Consta do inquérito policial que apura a morte do perito papiloscopista Renato Couto de Mendonça,  que a vítima vinha sendo constantemente furtada em uma obra que mantinha na Rua General Canabarro, situada na Tijuca, crime este registrado no RO 018-03549/2022. 

Por meios próprios, o policial passou a diligenciar em ferros-velhos da região da grande Tijuca, sendo certo que, em um deles, localizado na Radial Oeste, conseguiu encontrar parte do material subtraído, devidamente arrecadado e apreendido no mesmo R.O. 

No dia 12 de maio, por meios próprios e à revelia do conhecimento de equipes da 18ª DP, a vítima localizou a outra parte do material furtado, desta feita em outro ferro-velho situado na Praça da Bandeira, momento em que, segundo a própria vítima narrou a uma testemunha, lhe foi ofertado ressarcimento a ser realizado no dia seguinte, 13 de maio. 

Nessa ocasião, teria havido um desentendimento entre a vítima e um indivíduo conhecido como ´Russo´. 

Assim feito, Renato retornou no dia e hora marcados, 13 de maio, aproximadamente às 14hs, onde foi cercado, perseguido, alvejado por disparos e levado ferida para o interior de uma van da Marinha. 

Momentos depois, a vítima foi lançada de uma ponte nas águas do Rio Guandu.

 Em seguida, os militares Bruno, Daris e Manoel levaram o veículo até um lava-jato para retirarem vestígios de sangue do interior da van e seguiram para o 1º Distrito Naval. 

Assim que a autoridade policial tomou conhecimento dos fatos, se iniciaram as diligências que culminaram com a prisão dos acusados, que confessaram o crime. 

 Segundo o relato da testemunha presencial, mesmo após Renato já se encontrar ferido e quase desfalecido, Lourival ainda lhe desferiu diversos golpes e, diante de um último esforço para evitar ser levado, o policial foi atingido por outro disparo realizado por Bruno e, em seguida, colocado no interior do veículo com o auxílio dos demais custodiados.

 Ainda de acordo com os depoimentos prestados em sede policial, a vítima, já no interior da van, novamente se identificou como policial civil e pediu para ser levada para um hospital, o que não foi atendido. 

Pelo contrário, o policial foi jogado no Rio Guandu, ao que tudo indica, ainda com vida, e os custodiados deram início às ações para encobrir o delito. 

Mostrar mais
Botão Voltar ao topo