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PM da milícia que matou homem por engano na Baixada vai a Júri Popular

Uma milícia que age na Baixada Fluminense matou um homem por engano há cerca de dois anos. 


A vítima acompanhava um comerciante, que era alvo dos criminosos por se recusar a pagar uma taxa de segurança. 


Um dos suspeitos do crime, também um PM, vai a júri popular em decisão judicial do segundo semestre do ano passado. 


O comerciante tinha dois estabelecimentos, um em Nova Iguaçu e outro em Mesquita, sendo que a milícia lhe cobrou uma taxa no valor de R$1.000,00 (mil reais), por semana. Diante da recusa do pagamento, foi determinada sua morte .


Os paramilitares, então, tramaram a morte do comerciante. Marcaram um encontro com ele. 


O comerciante recebeu uma ligação dos milicianos para negociarem o valor da taxa pessoalmente. A vítima fatal do caso, Edílson Vinicius Pereira Caroba o acompanhou no encontro pois negociava com ele a compra e venda de uma casa. 


Ao chegarem no local marcado, os dois avistaram os milicianos que pediram para Vinicius sair do carro. Em seguida, houve disparos e troca de tiros. 


Vinicius morreu no local e o comerciante conseguiu balear um dos suspeitos que mais tarde se descobriu se tratar de um PM, que não morreu por usar um colete balístico.


O comerciante, que estava armado e acabou a munição,  se abrigou no carro, conseguindo correr para dentro de uma oficina, vindo um dos milicianos no seu encalço, atirando. 


Segundo ele, até então não tinha sido alvejado, o que aconteceu quando pulou o muro e o criminoso atirou em sua direção, com um fuzil, acertando o seu ombro e seu pescoço, saindo pelas costas. 


Disse que conseguiu ajuda de um popular que trabalhava em um lava jato, que o levou até a UPA de Mesquita e depois até outra unidade hospitalar, acrescentando que os acusados foram procura-la naquela unidade. Disse que todos os acusados estavam presentes no local e que utilizavam pistolas e fuzil. 


Seis homens respondem pelo caso mas somente o PM  Natanael de Oliveira Gonçalves, o Niel, por enquanto vai a Júri Popular.  

A milícia acusada deste crime contava com outros policiais militares  

De acordo com as investigações, além de cobrar pela taxa de segurança a residências e comerciantes, o grupo exploraria o serviço de distribuição de sinal clandestino de TV a cabo, venda de água e de gás, transporte alternativo, liberação de vias para shows, cestas básicas e serviços de moto-táxis. Relatos alertam que o bando circulava portando fuzis e pistolas pelas ruas.

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