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PM flagrado com quase 2,5 toneladas de cocaína em Caxias foi condenado a quase 15 anos de prisão

O policial militar Antônio Carlos Viana Gonçalves foi condenado em outubro a 14 anos e 11  meses de prisão por ter sido flagrado em dezembro com quase 2,5 toneladas de cocaína no bairro Vila São Luís, em Duque de Caxias. Foi até então a maior apreensão da droga já feita no Estado do Rio de Janeiro. 

Os  2.466,20kg de cloridrato de cocaína estavam acondicionados em 2.247 invólucros plásticos fechados 

A trama começou em 24 de outubro de 2020 quando um comparsa se apropriou indevidamente do veículo VW T-Cross, placa RFM4146, do qual tinha posse em razão do contrato de locação com uma empresa e que terminado o prazo estipulado, não fora devolvido. 

O PM, junto com outro cúmplice, recebeu o veículo que escoltava a droga.

 sOs agentes da Polícia federal narraram que monitoraram visualmente a região por várias horas, oportunidade em que observaram o trânsito suspeito de três automóveis: um Fiat Toro, um Toyota Corola e um T-Cross, sendo certo que esse realizava constantes rondas no perímetro e nitidamente era utilizado na vigilância do galpão. 

Em um dado momento, o veículo Fiat Toro e um caminhão de pequeno porte ingressaram no galpão. Diante dessa movimentação suspeita e do adiantado da hora, os agentes da polícia federal decidiram realizar a abordagem dos veículos, momento em que o acusado Antônio Carlos, que estava na direção do veículo T-Cross, desembarcou e se identificou como policial militar, enquanto o Toyota Corola seguiu rumo ignorado.

 Realizada a revista, os agentes da lei encontraram um revólver e uma pistola na posse do acusado Antônio Carlos, além de um rádio comunicador. 

Nesse contexto, um agente federal afirmou que o revólver apreendido se encontrava registrado em nome da PMERJ e que Antônio Carlos não forneceu qualquer explicação sobre a pistola, mas disse que teria sido contratado para fazer um ´bico´ naquele local sem, contudo, declinar qual a atividade ali desenvolvida. 

Diante de todos esses fatos, a equipe policial teve certeza de que Antônio Carlos integrava a estrutura operacional do local. 

Em seguida, os policiais federais entraram no galpão, local em que identificaram o outro acusado que, apesar de desarmado, portava um rádio transmissor em comunicação. Quando indagado, Flavio disse que fora contratado para tomar conta do imóvel sem dizer quem seria seu contratante. 

Nas buscas pelo galpão, os policiais arrombaram uma porta que dava acesso a uma sala localizada no segundo andar, local em que foram encontradas mais de duas toneladas de cocaína.

 A única testemunha arrolada pela defesa de Antonio Carlos foi um, militar do Corpo de Bombeiros que afirmou ser o proprietário da pistola encontrada com o réu e, surpreendentemente, veio em juízo para confessar que entregou sua arma para o PM s em razão de ter ficado alcoolizado no dia anterior aos fatos, mas, para não voltar para casa armado, confiou a guarda da pistola ao seu amigo.

 O acusado Antônio Carlos apresentou versão de que estava no local da abordagem à espera do bombeiro, pois havia combinado de devolver a pistola, bem como pretendia restituir o veículo.

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