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PM preso com 200 kg de maconha iria dividir o lucro da venda da droga com colegas de farda, segundo Justiça

Autos do processo que vai julgar o PM Anderson Gaia Antônio preso hoje com 200 kg de maconha revela como foi a operação policial que o levou para a cadeia. Segundo depoimentos,  o lucro da venda da droga seria repartido com colegas de farda. 

Consta do auto de prisão em flagrante que após cruzamento de dados do setor de inteligência, os policiais se dirigiram da Rua Irene, próximo ao número 46, e lá chegando permaneceram de campana tendo em vista informação recebida dando conta que por volta das 23 horas ocorreria entrega de drogas, as quais estariam no interior do veículo Renault Fluence, de cor cinza, placa KWD5317. 

No horário indicado a guarnição avistou um casal em frente ao portão do imóvel, momento em que desembarcaram da viatura descaracterizada e abordaram os elementos, tratando-se dos presos Stefany e Bruno.

Os agentes solicitaram que o casal abrisse o veículo que estava sendo encontrado no interior do automóvel farta quantidade de maconha. Questionados sobre os entorpecentes. os presos informaram que o material era de propriedade do PM que também seria o dono do veículo em que estavam. Stefany autorizou a entrada dos agentes na residência que estavam, onde foi encontrado, no quarto de ambos, mais maconha.

 Stefany declarou que Gaia levou o material para a residência do casal há uma semana sendo que, dias após, o policial teria aberto um dos volumes e dele retirou seis tabletes de maconha, alegando que os entregaria para um traficante, o qual caso aprovasse a qualidade do entorpecente, adquiriria o restante da droga.

 A presa informou, ainda, que quando da abertura do pacote por Gaia, passou a cheirar a erva de maconha, razão pela qual teria solicitado que ele retirasse as drogas do interior da residência, tratando-se de cerca de 194 quilos da droga, sendo que o pedido teria sido atendido. Após ouvir as queixas da mulher, o PM teria a convidado para que trabalhasse intermediando a venda da maconha, informando que a mesma receberia para tanto o valor de R$ 5.000,00 pela venda. 

A presa esclareceu, ainda, que a divisão dos lucros da venda das drogas seria repartida com outros colegas policiais e com outro traficante. A indiciada informou, ainda, que pela divisão dos lucros receberia a importância de R$ 9.930,00 e Bruno receberia R$ 5.000,00, tratando-se de partes que seriam abatidas do valor de R$ 120.000,00 obtidos da venda de droga. 

Conforme procedimento administrativo, a presa encontrou com um interessado em comprar a maconha, comunicando o interesse a Gaia que negociou o entorpecente pelo valor de R$ 120.000,00. 

Em razão da venda, o PM teria retornado com as drogas para o endereço do casal, deixando todo material no próprio veículo, que estacionou em frente ao imóvel indiciado na informação recebida pelos policiais, sendo que após deixar seu carro na residência dos demais presos o PM pegou o veículo que estava com Bruno, o qual teria sido alugado pelo patrão dele. 

O preso Bruno também optou em prestar esclarecimentos em sede policial, tendo dito que Gaia teria pedido para que guardasse o material entorpecente em sua residência, tratando-se de embrulhos de maconha, tendo Bruno acondicionado em um dos quartos do imóvel cerca de 200 quilos de maconha, os quais foram levados ao local por Anderson. 

O auto de apreensão indica que foram apreendidos 186,37 quilos de maconha, sendo certo que a quantidade e forma de acondicionamento de substância entorpecente que mantinha em depósito reforçam os indícios de que o material ilícito se destinava à venda. Além disso, as informações recebidas pelos policiais militares, que levaram à prisão do acusado, indicam que o preso estava exercendo o tráfico de drogas na localidade. 

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