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PM reformado que era chefe de milícia na Baixada está sendo acusado de ter matado colega de profissão em 2018

O suposto líder de uma milícia que atuava nos municípios de São João de Meriti, Duque de Caxias e Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e que foi preso no ano passado está sendo responsabilizado judicialmente pelo assassinato de um policial militar ocorrido em 2018 em Gramacho.

O suspeito é o policial militar reformado Manoel Cabral Queiroz Júnior, o Cabral.

A vítima foi Luis Gorni Tavares, de 31 anos, que era lotado no 23ºBPM. O policial chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Moacyr do Carmo, também em Caxias, mas já chegou morto.

Segundo informações preliminares, o soldado se dirigia para assumir o serviço no 23° BPM e parou numa padaria. Após comprar o lanche, teria discutido com um dos clientes e se identificado como policial militar.

Ao perceber que se tratava de policial, o criminoso teria sacado uma pistola e efetuado disparos contra o SD PM, que reagiu porém sem êxito. Após balear o policial, o bandido roubou a arma do soldado e fugiu.

Cabral e um comparsa tiveram as prisões preventivas decretadas no dia 18 de fevereiro.

A milícia de Cabral atuava extorquindo comerciantes da Baixada Fluminense em troca de suposta segurança. O grupo também praticava roubo de carros. Segundo o Ministério Público fluminense, a organização criminosa age com grande violência, executando inimigos, e já chegou até a desfilar com suas vítimas algemadas por ruas e praças da Baixada antes de matá-las.

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