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Poderoso narco preso contava com a ajuda de policial federal brasileiro para obter informações sobre vítimas que seriam executadas

Uma investigação revelou o conluio de três policiais brasileiros (sendo dois civis e um federal) com a organização criminosa de Fahd Jamil Georges, poderoso narcotraficante preso hoje no Mato Grosso do Sul.


Havia o núcleo 1, que ficava em Ponta Porã, do qual fazia parte os agentes suspeitos.   

A quadrilha praticava tráfico de armas/munições de uso restrito, corrupção passiva, corrupção ativa, obstrução à justiça, entre outros delitos graves 

O policial federal, por exemplo, fazia levantamentos de informações referentes a pessoas que seriam executadas pelo grupo, mediante o recebimento de vantagem indevidas.


Foi verificado, por exemplo, que o agente federal recebeu uma propina no valor de R$ 2.500 do filho de Fahd para fazer o levantamento de informações sobre os alvos que foram executados pela organização criminosa.


Na casa do federal, foram achados alguns pen drives contendo informações sobre Orlando da Silva Fernandes, Alberto Aparecido Roberto Nogueira e Ilson Martins de Figueiredo , todas vítimas de homicídio

No caso da vítima Orlando da Silva Fernandes , observou-se que o policial tinha um arquivo contendo o telefone, email, nome da esposa, nome da amante, CPF, entre outros dados, em levantamento típico de de inteligência policial, sendo importante salientar que tal vítima foi executada a tiros de fuzil na noite do dia 26/10/2018.

O diário paraguaio ABC Color publicou matéria em 17/02/2020, narrando (em tradução livre), que: “Fahd Jamil Georges foi o último grande patrono da fronteira entre o Paraguai e o Brasil. Ele era o mais próximo de um “padrinho” da máfia representado em tantos filmes do gênero gangster”. […]. “Quando Fahd governou Pedro Juan Caballero e Ponta Porã, quase ninguém morreu sem merecer. Praticamente não houve vítimas colaterais na guerra entre facções.

 De fato, ainda não havia facções, porque O Padrinho era o único líder”. […] As investigações demonstraram que a organização criminosa estabelecida na cidade Ponta Porã.

Consta dos autos (fls. 585 e segs.), que a organização criminosa de Ponta Porã/MS usava a propriedade rural de propriedade de Fahd Jamil, denominada“Fazenda Três Cochilhas”, localizada no Município, como abrigo para diversos “pistoleiros”, a qual se localiza em um ponto estratégico e, segundo investigações e atividades de inteligência, é uma região onde transitam homens fortemente armados e com acessos constantemente monitorados pelos integrantes da organização criminosa, visando-se, assim, evitar ações policiais, cujo local conta,ainda, com depósito parece, em um verdadeiro “bunker”

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