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Polícia consegue bloqueio de mais R$ 76 milhões do CV e faz operação na Penha e outros estados. Um dos alvos é acusado de matar ex-namorada

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) realiza, nesta quarta-feira (09/02), a operação “Alba” para cumprir 26 mandados de busca e apreensão, bloqueio judicial de aproximadamente R$ 76 milhões em contas bancárias e sequestro de bens de alto valor de suspeitos de participar da lavagem de dinheiro da maior facção de tráfico de drogas do Rio de Janeiro, o Comando Vermelho . A ação tem como objetivo desestruturar o braço financeiro da organização criminosa e desarticular o esquema de compra de drogas e armas.

O Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) da Sepol, por meio da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), coordena a operação e conta, ainda, com apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SEOPI/MJ), por meio do projeto Mosaico.

No Rio, a ação acontece na comunidade Kelson’s e nas redondezas, no bairro da Penha, na Zona Norte. Simultaneamente, é realizada em outros cinco estados em conjunto com as polícias civis do Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Entre os alvos da operação estão empresários e pessoas físicas, além de Dalton Luiz Vieira Santana, o “DT”, apontado como o “chefe” da Kelson’s e classificado pelos setores estaduais de inteligência como relevante liderança da quadrilha. Segundo os policiais, ele inclusive é o líder de um esquema em que a entrada do dinheiro do tráfico de drogas no sistema bancário é camuflada, por meio de contas de terceiros e em quantias fracionadas.

Esse mesmo criminoso é investigado também como principal suspeito da morte da sua ex-namorada – Bianca Lourenço, de 24 anos – em janeiro de 2021. Na ocasião, com requintes de crueldade, ele esquartejou a vítima e jogou os restos mortais na Baía de Guanabara. O traficante figura entre os principais foragidos da Justiça no Portal dos Procurados.

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