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Polícia investigou milícia de Ecko a partir de material encontrado em cela de filho de Jerominho

A Polícia descobriu há alguns anos informações preciosas sobre a atuação da milícia comandada por Wellington da Silva Braga, o Ecko, a partir de um material encontrado na cela de Luciano Guinâncio Guimarães, filho do ex-deputado Jerônimo Guimarães, o Jerominho, um dos fundadores da Liga da Justiça.

Na ocasião, foram encontrados telefones celulares e anotações relativas da organização criminosa a e seus integrantes, razão pela qual foi autorizado pela Justiça a quebra de sigilo de dados telefônicos e interceptações telefônicas.

A investigação terminou com pelo menos um condenado este ano: um miliciano conhecido como Orelha, que pegou uma pena de seis anos, dois meses e 20 dias de reclusão a ser cumprida em regime fechado.


Foi descoberto que a quadrilha atuava na venda cigarros contrabandeados, comercialização de lotes e terrenos invadidos, venda de sinal de TV a cabo clandestino, extorsão a comerciantes, moradores e ambulantes sob o título de ´taxa de segurança´, comercialização de botijões GLP em depósitos clandestinos.


Comerciantes, vendedores ambulantes eram obrigados a pagar valor em dinheiro variável para exercerem suas atividades profissionais ´com tranquilidade´, eis que, em havendo negativa, sofriam consequências diversas, que incluem a prática de violência física e homicídio.

A investigação descobriu que milicianos mataram uma pessoa por engano. O alvo era um membro da quadrilha que não teria repassado o dinheiro das extorsões e acabou afastado.

Tratava-se de uma verdadeira empresa, que gerenciava seus recursos para obtenção de lucro, aquisição de armas de fogo e materiais bélicos. Durante as inúmeras conversas captadas, restou evidente que o Ecko era o líder da organização criminosa, sendo mencionado em diversas oportunidades como sendo o responsável por autorizar a prática de determinados atos e condutas na área de abrangência da milícia.

O grupo era estruturado de maneira setorizada, tendo sido dividida em sub-regiões considerando a extensa área de domínio e controle da organização criminosa.


Ecko instituiu setores, concedendo a gerência e controle a homens de sua confiança, porém não autonomia para as decisões, que necessariamente devem ser submetidas ao seu crivo. Atualmente, além das localidades acima os denunciados expandiram suas atividades criminosas, ocupando, a título de abrangência territorial: os municípios da Baixada Fluminense, como Nova Iguaçu, Seropédica e Itaguaí.

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