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Polícia procura traficante da Maré suspeito de sequestrar jovem, mandar esquartejar e jogar o corpo na Baía por ela ser suposta informante da polícia

Um caso que ocorreu no ano passado e não teve repercussão da mídia foi o assassinato da jovem Gabriela Oliveira de Freitas,  que foi sequestrada na Favela Parque União, no Complexo da Maré, e teve o corpo encontrado na Baía de Guanabara.

Dois suspeitos respondem judicialmente pelo crime desde março. Tratam-se de Mário Silva Ribeiro Leite, o Bigode, e Valdecir Nunes, o Kaká ou Açougueiro, que está preso também acusado da morte do DJ Chorão. Os dois tiveram a prisão preventiva decretada.

A jovem foi morta porque os traficantes consideraram ela como informante da polícia. 

Segundo os autos, Gabriela Oliveira de Freitas desapareceu em 12/05/2019, no interior da favela Parque União, após ser arrebatada de um bar por traficantes de drogas da localidade, tendo seus restos mortais sido encontrados na Baia da Guanabara em 14/05/2019. 

Segundo declarações prestadas por uma testemunha  que presenciou o relato de uma amiga da vítima que estava presente no bar, a vítima foi abordada pelos traficantes  os quais efetuaram buscas em seu celular a fim de verificar seus contatos e fotos, e após averiguarem seu aparelho concluíram que a vítima era uma informante da polícia. 

Relatou que os traficantes saíram arrastando a vítima e a levaram para um local conhecido na comunidade como ´Peixaria´, onde os traficantes se reúnem para executar as pessoas. 

Aduziu que ouviu  dizer que a vítima foi esfaqueada e posteriormente teve seu corpo esquartejado e jogado na Baia de Guanabara, tendo morrido a mando de Bigode´, atual frente da comunidade, e que este também teria participado dos atos de execução juntamente com Açougueiro´, que teria esquartejado o corpo, pois esta é a sua principal função no tráfico local. 

No mesmo sentido, a mãe de consideração da vítima narrou que a vítima teria sido morta por ser considerada informante de um policial, já que havia o seu contato em seu telefone celular. Aduziu que o irmão da vítima compareceu a localidade a fim de resgatar o corpo da vítima, mas teria sido informado pelos traficantes que já haviam se desfeito dos retos mortais da vítima, bem como os traficante ainda lhe mencionaram que toda a família da vítima seria ´X9´, fazendo referência ao homicídio de Angelica Oliveira, mãe da vítima, morta há 20 anos e o primo da vítima, Carlos Henrique Azevedo, também morto por traficantes da comunidade. 

A Justiça considerou o caso extremamente grave, uma vez que, conforme narrado, a vítima foi alvo de uma execução, tendo sido abordada por traficantes de drogas, sendo seu corpo esquartejado e seus restos mortais despojados na Baia de Guanabara, local em que foram encontrados apenas um tronco humano e uma cabeça, identificados posteriormente como sendo da vítima.

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