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Policiais civis acusados de vender armas apreendidas a milicianos presos em 2017 estão soltos há um ano e ainda sem julgamento

Três policiais civis que foram denunciados em 2017 suspeitos da venda de armas apreendidas para milicianos presos em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, estão soltos há mais de um ano e ainda não foram julgados.

Uma decisão judicial de janeiro do ano passado substituiu a prisão preventiva pelo comparecimento bimestral em juízo sendo que um deles não está cumprindo.

Foram denunciados os policiais civis Elton Carvalho de Moraes, Julio Cesar Ferreira de Oliveira e Jose Alexandre de Andrade Vieira.

Segundo o documento, o fato ocorreu na noite do dia 7 de novembro, no pátio da 56ª DP, situada na Rua Tomás Fonseca, 339, bairro Comendador Soares, em Nova Iguaçu.

Os três agentes foram acusados de terem recebido, de forma indevida, a quantia aproximada de R$ 46.700,00, fruto da negociação e venda dos seguintes armamentos: um fuzil e duas pistolas de calibre 9mm (os três de uso restrito), três carregadores de calibre 9mm, 91 munições de calibre 7,62 mm, 58 munições de calibre 9mm e uma munição de calibre 45.

Por transportar e entregar o valor correspondente ao pagamento aos policiais citados, foi denunciado Yuri Santos da Rosa, pela prática do crime de corrupção ativa em nome de milicianos. Todos os envolvidos foram presos em flagrante, em operação deflagrada pela Corregedoria de Polícia a partir de informações fornecidas pelo próprio setor de Inteligência.

A denúncia requer a citação dos denunciados para apresentarem as respectivas defesas, com a expectativa de que, ao final, a denúncia seja julgada procedente, com a condenação dos acusados.

A promotora de Justiça Adriana Silveira Mandarino pediu na época a imediata conversão da prisão em flagrante dos denunciados em prisão preventiva. “Soltos, os policiais civis poderiam interferir nas investigações. Já a manutenção da liberdade do denunciado Yuri representa igualmente uma fragilização da garantia da aplicação da lei penal, uma vez que não consta dos autos qualquer comprovação de ocupação lícita ou residência fixa”.

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