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Policial que será julgado pela morte de dono de jornal chefiava milícia e trabalhava para o traficante Peixão (TCP)

Um policial militar suspeito de comandar uma milícia em Nova Iguaçu apontada como autora do assassinato do dono do Jornal Hora H também ajudava a quadrilha do narcotraficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, líder da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).

Léo Polícia, Léo da Doze ou Trakinas é réu no processo que vai julgar o assassinato de José Roberto Ornelas de Lemos, que era proprietário do periódico da Baixada Fluminense. O crime ocorreu em 2013 e até hoje não teve julgamento. 

A motivação seria porque a vítima ameaçava denunciar a milícia no jornal. O julgamento não vai ocorrer em Nova Iguaçu em razão do temor que existe de que os paramilitares poderão ter influência no resultado. 

Ele é citado em investigações como sendo o líder de uma milícia que atuava nas localidades de Santa Rita, Corumbá, Cobrex e Vila de Cava. O grupo era contratado, inclusive, para executar pessoas, como foi o caso de Elias de Souza Félix, morto em 2014. O crime custou R$ 10 mil e foi motivada por uma briga familiar. 

Uma investigação do Ministério Público Estadual finalizada em 2016 mostrou que o mesmo policial participava de um esquema em que agentes da lei recebiam dinheiro para para não combater o tráfico de drogas dominado pela quadrilha de Peixão nas favelas do  Buraco do Boi, Aymoré, Inferninho e Três Campos . Os policiais também forneciam informações privilegiadas sobre operações programadas.

A denúncia aponta que o traficantes realizavam um pagamento semanal aos PMs, às sextas-feiras, sábados e domingos e para o policial civil, às terças-feiras. A entrega da propina era feita no interior da comunidade, em postos de gasolina ou dentro dos próprios DPOs para posterior repartição entre os policiais envolvidos. Os valores chegavam a R$ 70 mil. Os DPO´s recebiam R$ 9 mil por semana, em parcelas de R$ 3 mil cada sexta, sábado e domingo. Cada equipe do GAT recebia R$ 5 mil por semana e a P2 recebia R$ 3 mil por semana. 

Peixão

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