Baixada FluminenseCasos de Polícia

Preso chefão do tráfico acusado de matar policiais e quem tinha amizade com eles

Foi preso na última quinta-feira (12) o chefe do tráfico no Complexo do Roseiral, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, Cremílson Almeida da Souza, o Coroa. A prisão ocorreu em Guapimirim.

Segundo o Portal dos Procurados do Disque Denúncia, Coroa estaria envolvido na morte de dois PMs, Daniel dos Santos e Silva, e Francisco Fernandes Souza.

O gerenciamento de seu negócio era baseado em uma regra direta e incontestável: qualquer pessoa que more na região e mantenha algum tipo de relacionamento com policiais ou mesmo que uma simples amizade deve ser eliminada.

Em março de 2018, a mando do traficante Coroa, três comparsas seus foram até uma casa localizada na Rua Sargento Honório, bairro Sargento Roncalli, em Belford Roxo,

O imóvel era a residência de Wellington Figueira de Oliveira Júnior. Eles invadiram a residência e o sequestraram, utilizando o próprio carro da vítima, um Astra, para fugir do local. O corpo de Wellington foi encontrado horas mais tarde, no mesmo bairro, carbonizado e junto ao veículo.

Segundo o Ministério Público, ele foi assassinado por ter passado parte daquele do dia em um bar no bairro Parque Amorim, bebendo e conversando com um policial que era seu amigo.

Naquele mesmo mês, os comparsas, novamente a mando de Coroa atiraram contra Osiel de Paula Resende. O crime aconteceu pouco depois das 15h em frente ao número 270 da Rua Cariri, no bairro Parque São Lucas, também em Belford Roxo.

Mesmo muito ferido, o alvo conseguiu sobreviver. Os bandidos chegaram ao local em um carro azul com vidros escurecidos. O motivo da tentativa de homicídio? Osiel era amigo de vários policiais que moravam no bairro.

Naquele mesmo período, Coroa divulgou uma lista de moradores de Belford Roxo que deveriam ser eliminados pelo fato de serem policiais ou manter algum tipo de ligação com agentes da lei.

“Para esses indivíduos, as coisas funcionam assim: se alguém que mora na área dominada por eles mantém qualquer relação com policiais, mesmo que seja uma simples amizade, essa pessoa deve morrer”, disse o promotor Fábio Corrêa em seu parecer ao MP.

De acordo com levantamento feito junto ao Ministério Público, Coroa já foi preso pelos crimes de latrocínio, roubo à mão armada, tráfico e associação para o tráfico de drogas. Em março de 2014, ele fugiu do Instituto Penal Edgard Costa, em Niterói e atualmente se encontra na condição de Evadido do Sistema Penitenciário.

Foi na região dominada por ele que o cabo da Polícia Militar Daniel dos Santos e Silva foi morto, em maio de 2017, após acessar a comunidade Parque Roseiral atrás de um balão em queda. Ele entrou na comunidade por equívoco junto com um grupo de amigos e, ao ser abordado por traficantes, foi reconhecido como policial e baleado ao tentar fugir.

Coroia também estaria envolvido na morte do Cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro Francisco Fernandes Souza, de 38 anos.

O crime ocorreu na Rua Emília Marcondes, bairro Parque Marinho, em Beford Roxo. O policial voltava de uma festa de aniversário acompanhado da mulher quando foi surpreendido pelos bandidos. Os dois homens de moto se aproximaram e o renderam.


Logo depois, um terceiro criminoso chegou de bicicleta, com o rosto coberto por uma camisa, e disse: “É esse aí mesmo, o branquinho”. Os criminosos, então, atiraram e fugiram em seguida. Segundo colegas de farda do agente, ele levou 11 tiros no peito.

Um crime que foi cometido com autorização de Coroa foi de um miliciano em 2016. Ele foi morto por três pessoas, entre eles um menor, por ter expulsado os suspeitos da região. O corpo foi jogado em um rio.

Outra vítima foi o cabo do Corpo de Bombeiros Esdras Jamielson da Silva, executado a tiros em casa, no Roseiral.

Cremilson vinha sendo monitorado há meses pela Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e foi capturado na casa de sua companheira, no bairro Vale das Pedrinhas, em Guapimirim.

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