Casos de PolíciaComando Vermelhoinvestigaçãotráfico de drogas e armas

Presos do CV tiveram acesso a vários celulares e chips em Bangu e controlavam o tráfico por meio de ligações telefônicas. Confira algumas negociações

Presos ligados ao Comando Vermelho (CV) no Complexo de Bangu tiveram acesso a partir de 2017 por meios espúrios a vários equipamentos de telefones celulares e chips que serviriam para a continuidade de suas atividades criminosas 

Por meio de ligações telefônicas, os detentos transmitiam as ordens aos seus subordinados sobre vários crimes, como tráfico de drogas, comércio de armas de fogo e de munições de grosso calibre, além de roubos de veículos e de cargas para fins de revenda como forma de aumentar o capital de giro das quadrilhas.

A trama levou a condenação, em dezembro, de 20 acusados a penas que variam entre três anos e seis meses e quatro anos e um mês.

Boca em Rio Bonito

Uma das conversas é do bandido conhecido como Conversa que recebe ordens de Jardel (preso) para implantar boca de fumo na cidade de Rio Bonito. 

Compra de carros roubados

Outra descoberta foi do criminoso Bebezão que era encarregado de percorrer as favelas do CV para comprar veículos roubados para que Leandro Peixe (preso) clonasse e revendesse. Bebezão também orientava suspeitos a roubarem carros que fossem de interesse do seu chefe. 

Em conversa com Peixe, Bebezão também negociou o frete para a entrega de material de endolação bem como para a venda de armas e munições. 

Conluio no Detran

Coroa era o responsável por avaliar os veículos roubados em favelas do CV para depois, com o aval de Peixe, adulterar de forma completa as características do veículo. Ele conseguia emitir documentação, CRLV em conluio com funcionários do Detran.

Em uma conversa, Coroa conta a Peixe que é de dentro do Detran que puxam o nada consta para ele

Negociação de armas e munições

Isabela negociava também com o preso Peixe. Em uma das conversas, o detento oferece munições a ela – 10 de 762, 10 de .40, 10 de 9mm, 10 de 556. Tudo por R$ 550. 

Em outra negociação, Peixe fala para Isabela que conseguiu uma pessoa para pagar R$ 60 mil em armas e munições e que ela seria do Morro do Turano. 

Roubo de caminhão da Casas Bahia

O denunciado Dan, que também atuava em São Gonçalo,  conversou com presos sobre a prisão de dois comparsas e um baleado e da perda de uma pistola, venda de café (maconha), plantão na boca e carregar um carro com carga roubada que já teria um comprador. Outro diálogo captado versava sobre o roubo de um caminhão da Casas Bahia, com vários ar condicionados. Tiveram que destravar o veículo para pegar toda a carga.

Boca no interior

VG era subordinado ao preso Jamildo e tratava com ele sobre os negócios das bocas de fumo na cidade de Conceição de Macabu. 

Traficantes baleados

Gabriel Ramos tinha ligações com o preso Salim para os negócios do tráfico em Lagomar, em Macaé, e também com o detento Patati.  Negociava também armas e foi baleado.

O traficante Dedé atuava no Jardim Catarina. Vendia drogas e distribuía radiotransmissores e recolhia o dinheiro do tráfico. Em um diálogo gravado, ele conta a um preso que foi baleado e que já arrumou uma muleta.

Perda de armas

Queninho, que atuava na Nova Grécia, em São Gonçalo, mantém contatos com os presos Scooby, Gordinho e Cidade  

Com o primeiro, por exemplo, ele comentou a perda de duas pistolas 9mm. Com o terceiro, eles falam sobre comprar umas ‘paradas’ e de articular um ‘bagulho maneiro’. 

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