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Processo judicial diz que quadrilha do miliciano Tandera pagava propinas a PMs

A quadrilha liderada pelo miliciano Danilo Dias Lima, o Tandera, que domina as localidades que margeiam a Estrada de Madureira, em Nova Iguaçu, como Grão Pará, Km 32, Cabuçu e Conjunto da Marinha, pagava propinas a policiais militares. 


A informação consta em um trecho de um processo que tramita desde o ano passado na 2ª Vara Criminal de Nova Iguaçu.


Segundo os autos, houve um conflito entre milicianos acerca do controle de pontos de mototáxi em uma das áreas dominadas, onde ocorreria a arrecadação de dinheiro pelo grupo criminoso para o pagamento de propina a policiais militares.   Não foram citados os nomes dos agentes suspeitos.


A investigação revelou que Tandera determinou que fosse estampado em itens de uso pessoal que identificam os componentes da “milícia”, o ‘Olho de Tandera’.  


Ele teria determinado o homicídio de um homem conhecido como Doido por contrariar as suas ordens. 


Escutas mostraram um homem dialogando com um integrante da quadrilha de vulgo Pará demonstrando sua preocupação com a possibilidade de represálias a um amigo que estava sendo acusado de roubo. Esse mesmo Pará foi acionado por um outro homem para resolver um conflito.


A expressão ‘plantão’ era muito utilizada em conversas interceptadas do bando para dizer que era um dia de trabalho. 


Outra interceptação deixou claro que a quadrilha cobrava taxas de moradores e comerciantes quando um miliciano disse a outro que havia acabado de realizar as cobranças e iria entregar o dinheiro a um comparsa.


Os milicianos faziam rondas armadas, O grupo de patrulhamento era chamado de GAT, que faz lembrar a sigla de Grupos de Ações Táticas da PMERJ.


Os criminosos realizavam a intermediação da falsificação e adulteração de documentos e sinais de veículos automotores. Foi pedido uma vez que clonassem um veículo Ecosport.

Também negociavam armas e munições;”Preciso de munição para calibre 40″, disse um paramilitar. Faziam ainda empréstimos a juros. 

Se apossavam de imóveis de moradores. Uma escuta flagrou os milicianos traçando um plano para retirarem um suposto morador de imóvel do qual pretendem se apossar.


Os milicianos foram flagrados em escutas também falando sobre confrontos com grupos rivais pelo controle da região, principalmente na Grão Pará e Marinha. Chamavam isso de ‘operação’. 


Os bandidos também levavam dinheiro da Baixada Fluminense para o bairro de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio e transportavam munições para outros bairros, como Campo Grande e Jacarepaguá. Havia reuniões de negócios nestes locais.

A investigação até então apontava para uma aliança entre Tandera e Wellington da Silva Braga, o Ecko, que foi desfeita há alguns meses.

Mais informações neste link: http://www1.tjrj.jus.br/gedcacheweb/default.aspx?UZIP=1&GEDID=0004FE8EF99607B0DFAFF7AAA0DA5B8A99F1C50E141F1418&USER=

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