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Propinas a policiais, esquema com gráfica para as cartelas dos bingos ilegais, vários gerentes. Veja mais detalhes sobre a investigação sobre a máfia dos jogos de azar

Os integrantes da quadrilha da máfia de jogos de azar alvo de operação hoje do MPRJ ofereceram e prometeram vantagens indevidas a PMs e policiais civis mediante operacionalização distinta entre si, para determiná-los a omitir ou retardar atos de ofício, e, em razão destas vantagens ou promessas, os referidos funcionários públicos efetivamente retardaram ou omitiram atos de ofício que, inclusive, deram causa à infração dos seus deveres funcionais.´

O procedimento investigatório sobre o bando se iniciou após a notícia dando conta de bingo clandestino que funcionaria em Copacabana, na Rua Pompeu Loureiro, nº 116 e que a atividade ilícita tinha a conivência de policiais militares e civis. 

Em averiguação preliminar, o Setor de Análise de Dados (SAD) do Ministério Público elaborou relatório com informações obtidas por colaboradores que indicaram a pessoa de nome Talles como o responsável pela gráfica que confeccionaria as cartelas para bingos ilegais explorados por organizações criminosas no Rio de Janeiro. 

Em prosseguimento, identificou-se que a gráfica em questão já realizou serviços para escolas de samba (especialmente, Unidos da Tijuca e Mangueira). 

Talles seria a responsável pela confecção de cartelas de bingos, não apenas nesta cidade, como em outras neste Estado.

Além de confeccionar as cartelas utilizadas em diversos bingos espalhados pelo Estado, atuava como intermediário entre os contraventores e outros integrantes ligados a gráfica utilizadas por organizações criminosas; constatar a prática de corrupção sistêmica de Batalhões da Polícia Militar e Delegacias de Polícia Civil; b) a prática de crimes de lavagem de dinheiro; c) promover a qualificação de um número extenso de investigados, d) com a identificação de diversos núcleos de organizações criminosas distintas que exploram jogos de azar, especialmente bingos de cartela, vídeo-bingo e máquinas caça níquel, que atuam em diferentes regiões do Estado do Rio de Janeiro.

De outro lado, a denúncia oferecida dá conta de uma complexa e estruturada organização criminosa que seria liderada por Bernardo excepcionalmente ampliadas, formato empresarial, ligada à atividade da exploração de ´jogos de azar´. 

Segundo o MP, identificou-se a existência de diversos núcleos, como os de segurança, de gestão operacional, financeiro, gráfico e tecnológico.

 Foram relatados o uso de mecanismos dispostos a potencializar e assegurar o gozo das vantagens financeiras oriundas da exploração de jogos de azar, rede de proteção nutrido por corrupção de servidores públicos, atos de violência e demonstração de exacerbada força e poder, inclusive com o possível cometimento de homicídios para eliminação daqueles que se colocam contra os interesses da suposta organização, com conexão com outros grupos criminosos, tudo visando o atingimento de fins ilícitos. 

O denunciado vulgo Patrão atuaria como dono imediato dos bingos explorados pelo grupo, a saber, os Bingo Centro, Bonsucesso, Copa, Viveiros, Maxwell e Alto da Boa Vista.

De acordo com a denúncia, ele seria o responsável por dispor recursos para efetuar o pagamento das despesas dos bingos supracitados, as quais vão desde a remuneração de funcionários ao pagamento de propina para policiais militares e civis, bem como de integrantes das bancas da contravenção que dominam a área onde os bingos estão instalados, obtendo, em contrapartida, parte do lucro da atividade criminosa.

Fábio Passarinho atuava como administrador dos bingos Centro, Bonsucesso, Copa, Viveiros, Maxwell e Alto da Boa Vista. Seria responsável por auxiliar diretamente Patrão.

Os bingos tinham outros gerentes como Kaká (bingo Copa ou Olímpico), Leite (bingo Saens Peña), Thiago Valença (bingo Bonsucesso), Betinho (bingo Maxwell), Coroa (gestor operacional dos bingos Copa e Viveiros), Karlona (bingo Bonsucesso), Carlinha (bingo Bonsucesso)

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