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Quadrilha (CV) da Maré aplicou crimes que somaram R$ 200 milhões em três anos

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) realizou, nesta terça-feira (27/10), a Operação Gota D’Água, no Complexo da Maré, para prender acusados de participação em cerca de 70 grandes crimes, entre homicídios e assaltos, ocorridos nos últimos 3 anos, totalizando mais de R$ 200 milhões de prejuízos.

As investigações também apontaram que a organização criminosa está envolvida na morte do menino Leônidas Augusto da Silva de Oliveira, de 12 anos, que aconteceu no dia 9 de outubro deste ano.

Os policiais prenderam 19 pessoas, apreenderam fuzis; granadas; silenciadores; grande quantidade de drogas e material para embalar, e dezenas de carros e motos roubados.

Além disso, os agentes descobriram um depósito clandestino com 30 toneladas de produtos falsificados, como brinquedos, avaliados em R$ 20 milhões; e 200 mil mochilas falsificadas.

  • Essa operação começou no dia 9 de outubro, quando recebi a notícia de que o menino Leônidas Augusto da Silva de Oliveira, de 12 anos, tinha sido morto durante tiroteio na Avenida Brasil. Me coloquei no lugar dos familiares e amigos que, mesmo com a extrema dor da perda, certamente tinham o desejo de justiça. Aquilo foi a gota d’água. Determinei a realização para prender criminosos ligados a este grupo e mostrar para todos que estão envolvidos na vida do crime que não existe território deles. Quem manda é o estado – declarou o secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Allan Turnowski.

De acordo com o delegado Rodrigo Oliveira, subsecretário de Planejamento e Integração Operacional da Polícia Civil, os agentes identificaram a existência de uma grande e estruturada organização criminosa no Complexo da Maré, especificamente nas comunidades de Nova Holanda e Parque União, ambas controladas por uma das maiores facções criminosas do Rio de Janeiro.

  • Essas localidades são um verdadeiro “QG” do crime organizado na cidade do Rio de Janeiro, servindo de base operacional, entreposto na distribuição de armas e drogas, planejamento e execução de grandes roubos de cargas, e ainda serve de esconderijo para criminosos de diversas regiões do estado do RJ controladas pela mesma facção criminosa – disse.

Segundo o diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), delegado Felipe Curi, o trabalho de inteligência demonstrou que esses criminosos utilizavam a região para repartir o produto dos roubos de cargas e vinham fazendo os moradores de reféns do crime organizado, já que vivem sob a “lei do silêncio”.

  • O menino Leônidas Augusto da Silva de Oliveira foi mais uma vítima dessa organização criminosa. O fato ocorreu na Avenida Brasil, na altura da Comunidade Nova Holanda. A investigação conduzida pela 21ª DP (Bonsucesso) indicou que os autores da morte dessa criança são exatamente os integrantes deste núcleo de criminosos do Complexo da Maré – finalizou.

A operação contou com policiais de diversas unidades, como o Departamento-Geral de Polícia da Capital (DGPC); Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE); Departamento Geral de Polícia da Baixada (DGPB); da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), além da equipe da 21ª DP (Bonsucesso).

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