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Quadrilha que furtava armas de bancos para vender ao tráfico tentava cooptar PMs e funcionários das agências. Confira uma negociação

A quadrilha presa ontem acusada de furtar armas de bancos para venderem a traficantes do Complexo da Maré tentava subornar policiais militares e funcionários das agências a fim de garantir facilidade no ingresso na agência e morosidade na atuação policial 

Em uma investigação feita por conta de uma ação em Casimiro de Abreu, foi descoberto que, entre os dias 14 e 17 de maio de 2019, em diversos horários, os suspeitos ofereceram e prometeram vantagem indevida a dois PMs , por telefone, mensagens pelo aplicativo WhatsApp e pessoalmente, na Praça Lúcio André e no restaurante ´Oasis´, situado no KM 200 da Rodovia BR 101, para determiná-los a omitir ou retardar ato de ofício, consistindo tal vantagem em participação nos valores obtidos ilegalmente no furto planejado pela quadrilha.

O cara tentava chamar os Agentes para compor um grupo para permitir que o furto da agência Bancaria fosse cometido; que até então não sabiam qual seria, mas que seria grande, a promessa é que seria milhões e que seria rachado entre eles. O aliciador continuou a estimular os Policiais Militares de que o ganho seria certo; que o valor seria certo; que dizia que já era contumaz/habitual essa conduta; que a prática deles era essa; que o grupo era especializados em furtos a banco; que era uma equipe bem preparada; que só cabia a ele aliciar os policiais, mas que já tinha trabalhado com eles em outros locais; que ele tentava trazer uma certa credibilidade e serenidade a empreitada criminosa para que os Policias Militares pudessem se engajar, tentavam chamar pelo valor; que ele ofereceu a metade, cerca de meio milhão; que no mesmo tempo falava que era sério; que ele foi candidato a vereador na cidade, deputado estadual então trazia a informação que ele era uma pessoa séria; que o trabalho ia ser profissional e o grupo era profissional; que eram pessoas de fora que viriam para a cidade só para isso e tinham outros envolvidos também no meio; que a proposta era pecuniária era para facilitar o acesso a eles; que como eles já são especializados eles já sabiam onde era o alarme, as câmeras. Durante o diálogo com os PMs eles falaram que levariam as armas também; que ofereceram as armas de fogo aos Policiais Militares; que eles estavam interessados no montante em torno de 1 milhão 1 milhão e meio; que a arma seria um plus, mas que quem quisesse podia ficar com ela, revelam trechos do inquérito.  

Os autos, no entanto, não informam se os PMs aceitaram a proposta dos criminosos. 

Além de cooptar agentes públicos e funcionários, os bandidos  realizavam o levantamento das informações na agência bancária alvo da ações,  monitoravam a atividade policial a fim de garantir a execução do delito e alertar os comparas caso verificasse movimentação policial. Eles ainda desligavam os alarmes e arrombavam as portas para efetuar a subtração dos valores.  

 Usavam ferramentas tais como esmerilhadeiras, marteletes, alicates, martelo, marreta, chave de fenda e broca grande. 

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