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Quatro PMs que foram fotografados ao lado de supostos milicianos durante guerra em Santa Cruz e não fizeram nada são levados a Conselho Disciplinar que poderá expulsá-los

A PM decidiu submeter a conselho disciplinar, que poderá resultar na expulsão de seus quadros, de quatro agentes, na época lotados no 27º BPM (Santa Cruz), que apareceram em imagens que circularam nas redes sociais, juntamente com matériasjornalísticas que apontavam o possível envolvimentos destes com a milícia.


A investigação é decorrente do episódio ocorrido no dia 29 de Julho de 2018, na Avenida Cesário de Melo, próximo ao
n.o 13582, no Bairro de Santa Cruz/RJ. 


Na ocasião, os militares estaduais, quando fardados e de serviço,
aparecem em fotos ao lado de homens não identificados, trajando vestimentas escuras, balaclavas, cole-
tes balísticos e armamentos de emprego coletivo. 


Os dados divulgados, nesse período, relatam a disputa entre milicianos e traficantes pelo domínio das favelas do Rola e Antares, em Santa Cruz.  

Os policiais foram ouvidos e disseram não saber quem eram os homens que apareciam nas fotos junto com eles. 
Segundo o relatório da investigação, os envolvidos alegaramque não podiam exercer nenhuma manifestação de abordagem em relação ao grupo de pessoas que passaram por eles paramentados como se policiais fossem, portando armamento de emprego coletivo, verifica-se das imagens que os policiais militares estão em superioridade numérica, também dispunham de armamento coletivo, sem que houvesse uma atitude proativa dos ora indiciados para que abordassem e identificassem os dois indivíduos que aparecem nas filmagens utilizando balaclava, roupas pretas e mochilas que teriam saído da comunidade do Rola.


“Os policiais deixaram de  de praticar ato de ofício, quando observados ao lado de homens não identificados, trajando vestimentas escuras, balaclavas, coletes balísticos e armamentos de emprego coletivo, em atividades paralelas à Segurança Pública, sem sequer abordá-los e consequentemente identificá-los, como prevê o dever funcional. Desta forma, comprometeram a lisura e idoneidade do serviço policial militar, visto que, permitiram que milicianos saíssem da Comunidade do Rola, após confronto armado com traficantes da Comunidade do Antares, sem que fossem incomodados, e ainda, se deixaram fotografar junto aos mesmos, em imagens que repercutiram nas mídias sociais, colocando em descrédito, momentaneamente, o nome desta Corporação,’, diz o relatório

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