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Relatório aponta locais frequentados por Ecko. Miliciano expandiu negócios financiando artista e aumentou seus domínios para Rio das Ostras, São Gonçalo e Volta Redonda

Relatório do Disque Denúncia aponta possíveis locais e esconderijos do miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, líder do maior grupo paramilitar do Rio de Janeiro, a Liga da Justiça.


Ecko costuma ser visto em bares, festas e eventos esportivos e culturais, sempre cercado de seus seguranças fortemente armados e um estudado esquema de vigilância, composto inclusive por agentes públicos, e enriquecido com informações privilegiadas obtidas por meio de “vazamentos”.


Segundo as denúncias, que precisam ser checadas pela polícia, um dos pontos frequentados pelo chefão da milícia seria as Vilas Ieda 1 e 2, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, onde o bandido iria com com comparsas fortemente armados.

O Condomínio Veridiana, em Santa Cruz, também na Zona Oeste, é outra área apontada como frequentada por Ecko junto com seus seguranças.

Um salão de festas localizado em frente a um clube campestre, em Santa Cruz, foi realizado um evento com a participação do líder da milícia.

Em uma rua de Campo Grande, reside o traficante de drogas com passagem na polícia até por estupro de crianças. Ele seria  comparsa de Ecko e saberia do paradeiro dele.


No bairro do Paraíso, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ficaria a casa de um militar, que seria responsável por cuidar de parte da contabilidade da quadrilha de Ecko. Segundo informações, ele ameaça moradores deste condomínio e não paga a mensalidade pois alega ser miliciano.


Em outra rua de Santa Cruz, próximo à estação BRT Veridiana, no condomínio Santa Veridiana, Ecko frequentava  um apartamento entre os prédios Porto e Saboia, com cerca de 15 seguranças (não identificados), fortemente armados de fuzis.

As denúncias apontam que Ecko financiaria um artista que, junto com um advogado, supostamente lavariam dinheiro, ocultariam patrimônios, sonegariam impostos com o borderô de eventos, posse e porte ilegal de armas e utilizariam veículos blindados pagos pelo miliciano. Haveria negócios em Niterói, São Gonçalo, Cabo Frio, Recreio dos Bandeirantes, Maricá, entre outras localidades.

A análise dos dados armazenados no Disque Denúncia possibilita concluir que, mesmo em meio a pandemia do novo coronavírus, Ecko manteve sua movimentação normal nos redutos que compõem seus domínios; não faz questão de se esconder, por contar com a suposta proteção de diversos agentes públicos e as informações sigilosas com eles obtidas.

O miliciano ampliou seus negócios com a união a traficantes de drogas e suposto patrocínio de artistas da música e de outras artes. Mesmo em meio aos problemas econômicos causados pela Covid-19, Ecko manteve intactos seus negócios e seu faturamento, até aumentando-o em virtude das novas parcerias.


Expansão do domínio

Ecko teria aumentado muito a geografia do seu domínio, após aliar-se a uma determinada facção de traficantes de drogas. Além da conquista dos novos aliados, o miliciano arregimentou para sua quadrilha armamentos, munições e os altos lucros advindos da venda de drogas.


Apesar de a cidade do Rio de Janeiro ser o reduto de Ecko, local de ocorrência de 80,08% das denúncias, a maioria na Zona Oeste da cidade, a quadrilha expandiu seus domínios para outros municípios, aparecendo com 7,88% das denúncias em Nova Iguaçú; 3,73% em Volta Redonda e 2,49% em Itaguaí. Há ainda outros 1,66% de denúncias no município de Rio das Ostras e 1,24% de denúncias em Niterói, entre outros municípios com percentuais ainda abaixo de 1%, mas que começam a ganhar destaque como São Gonçalo e Itaboraí.

A região da Zona Oeste, de Santa Cruz à Jacarepaguá, é o principal reduto do Ecko e da organização criminosa liderado pelo mesmo. Santa Cruz foi local de ocorrência de 31,09% das denúncias e Campo Grande, 21,24%; totalizando 52,33%, mais da metade das denúncias sobre o miliciano em 2020; Guaratiba e Paciência, Cosmos e Inhoaíba, todos na Zona Oeste, vão na sequência do 3º ao 6º bairros mais denunciados

  No ano de 2020, miliciano  foi denunciado 218 vezes. Foi observado que foram mais registradas denúncias sobre o Ecko em 2019, porém, que a tendência em 2020 é de aumento do número de denúncias, enquanto que no mesmo período de 2019 era de queda.

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