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Saiba como funciona a célula ‘Correios’ do PCC

A facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) possui uma célula chamada de Correios cuja finalidade é promover a comunicação dos integrantes do grupo que estão presos com os que estão em liberdade. 


Um relatório da Justiça de São Paulo revela como esse esquema funcionava.
Os integrantes entregavam cartas (manuscritas ou em cartão de memória SD) a outros presos que, durante as visitas, repassavam para seus familiares e estes aos chamados pombo correios que destinavam aos administradores do setor dos Correios.


Com as respostas obtidas junto a membros da organização que estavam em liberdade ou presos em outras cadeias, as cartas eram redigidas e entregues aos pombos correios que as reintroduzia no sistema carcerário. 


As cartas, que tinham extrema relevância para a facção pois tratavam de decisões internas, destinação de dinheiro, prática de crimes, ocupação de cargos dentro da estrutura da facção, motivo pela qual eram levadas para dentro e fora dos presídios de forma clandestina, de forma a evitar que fossem parar nas mãos dos agentes penitenciários.

Pelo serviço, os pombos correios recebiam de R$ 500 (semanais) a R$ 1.200 (mensais). 

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