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Saiba em detalhes como atua a quadrilha dos traficantes (CV) responsáveis pelo ataque que deixou três mortos em Arraial no Réveillon

Morto durante tiroteio no quiosque da Andreia, em Arraial do Cabo, na madrugada de ontem (1), o traficante Eder Silva Paim Júnior, o JN, integrava uma quadrilha intitulada de Tropa do 88, vinculada ao Comando Vermelho (CV), que controla o bairro do Monte Alto nas comunidades da Figueira, Sabiá, Caiçara e Parque das Garças.

Outras duas pessoas também morreram no confronto na primeira madrugada do ano, entre elas um PM reformado e um rapaz por bala perdida.

O bando é comandado por um criminoso conhecido como Beto Branco ou Flamengo. Outro líder era um bandido conhecido como Menor ou Rato, que foi morto.

JN tinha posição de destaque na quadrilha na medida que era o responsável  pelo recolhimento dos valores e controle da prestação de contas dos vapores. 

Em escutas telefônicas,  há menção de que o denunciado também escondia o material entorpecente pelas ruas de Arraial com a finalidade de obstruir eventual apreensão pelos agentes da lei, de forma a não ter a perda total da carga. 

Já Beto Branco, a polícia não consegue prendê-lo por ele não ter residência fixa, ficando em constante trânsito entre Arraial do Cabo, Complexo da Maré e Parque das Missões (Caxias) onde se encontra com sua namorada .

Ele tem grande em prestígio entre os demais, eis que seu aniversário foi anunciado em convites e redes sociais, além de seu vulgo ser usado em embalagens de entorpecentes FRA e 88. 

  O bando atua controlando a atividade de policiais e possíveis investidas dos agentes da lei. 

As cargas de entorpecentes eram fracionadas e escondidas pelas ruas da cidade de Arraial do Cabo em pontos próximos, onde se dava a venda do entorpecente ao usuário, como muros, praças, praias. 

Além disso, utilizava-se um local chamado ´ferro velho do coroa´ onde grande parte da carga ficaria armazenada. 

Fora isso, toda a atividade policial era controlada pelos olheiros que passagem pelo DPO ou se escondiam em pontos estratégicos e por mensagens, avisavam aos colegas sobre a chegada das ´barcas´ como são chamadas as viaturas da polícia. 

Ressalte-se que nos diálogos interceptados há constantemente a menção de armas e aparelhos de rádios comunicadores, o que agrava a periculosidade do grupo denunciado. 

Outro ponto que deve ser destacado é o recrutamento de adolescentes para a atividade de tráfico, conforme diálogos que indicam a atribuição de gerência, inclusive, a adolescentes.

A investigação demonstrou que a suposta organização se mostrava hierarquizada com a finalidade de distribuir cargas de entorpecentes, formando-se os chamados ´quadrados´ que indicam o posicionamento de integrantes para controle das ´bocas de fumo´ e respectivos plantões, além de arrecadação do dinheiro e prestação de contas, com depósitos dos valores utilizando-se contas correntes de integrantes do grupo.

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