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Saiba mais sobre a Sintonia das Gravatas, grupo de advogados a serviço do PCC que articula até atentados contra autoridades

Depoimento dado à Justiça por um advogado detalhou o funcionamento da organização criminosa, precisamente da formação do núcleo “Sintonia dos Gravatas”, célula do Primeiro Comando da Capital, a qual teria como protagonistas os advogados (“gravatas”) que, valendo-se criminosamente de suas prerrogativas constitucionais, exerceriam a função de “pombo-correio”, trazendo e levando recados de faccionados presos a outros que estão em liberdade e vice-versa, bem como entre presos incomunicáveis para favorecer os integrantes da organização criminosa, em prol de continuidade das atividades da facção.

Durante as investigações foi possível observar, em tese, que a atuação dos advogados integrantes da “Sintonia dos Gravatas” do PCC também se desdobra para movimentação/lavagem de capitais procedentes de crimes, receptações, corrupções de policiais penais, corrupção de servidor público do Poder Judiciário, introdução de aparelhos celulares e/ou SIM cards em penitenciárias, promoções de manifestos e articulações políticas para fortalecimento da facção e, até mesmo, articulação de atentados contra agentes públicos, sejam do sistema prisional, sejam autoridades oficiantes em processos e investigações de crimes praticados pela organização criminosa.

Identificou-se, conforme narrativa acusatória, que 12 profissionais (sendo oito mulheres)  integrariam o “setor dos gravatas”, braço jurídico da organização criminosa, com o propósito de transmitir informações para dentro e fora do sistema penitenciário, num contexto de “leva e traz”do PCC.

A organização criminosa contaria também com a participação de mais três mulheres  as quais integrariam o” setor da ajuda”, célula do PCC interligada à “Sintonia dos Gravatas”, que teria por função a prestação de auxílio material e financeiro a integrante sda organização criminosa e a seus familiares.

Constou que, no decorrer das investigações, apurou-se que a organização criminosa conta com a atuação de policiais o qual promoveria o controle, pela facção, das unidades penais, para que as atividades criminosas continuem no interior dos presídios sem embaraço.

Identificou-se, ainda, que um advogado se utilizou de um servidor público da Defensoria Pública Estadual,  para obtenção de dados restritos em favor da organização criminosa, além da colaboração de  funcionário do condomínio onde trabalha o qual estaria prestando auxílio em uma série de delitos relacionados ao PCC, em especial para o pagamento de propinas e receptações.

Ainda, segundo a investigação foi verificada a participação de Neguinho PCC”), Buda “e/ou” Buda ,” Kabuloso “e/ou” Marquinhos e Garfo de ouro.

Um advogado teria recebido vantagens indevidas, como a prestação de serviço de engenheiro para o fim de elaborar um laudo de engenharia, além de receber o valor RS 2.000.00  e uma hospedagem em resort na cidade de Bonito, no importe de RS 1.274.50.

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