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Saiba mais sobre Fuminho, um dos líderes do PCC preso em Moçambique após estar foragido há 20 anos

A Polícia Federal prendeu na última segunda-feira (13) por meio de cooperação policial internacional, em Maputo/Moçambique, Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como “Fuminho”, que constava da lista de procurados divulgada pelo Ministério da Justiça e estava foragido há mais de 20 anos.

Informações trocadas por órgãos policiais apontavam que “Fuminho” supostamente financiaria um plano de resgate do líder do PCC, Marcos Williams HeRbas Camacho, o Marcola, atualmente recolhido ao Sistema Penitenciário Federal. A descoberta desse plano culminou com a decretação de GLO – Garantia da Lei e da Ordem, no perímetro da Penitenciária Federal de Brasília, em fevereiro de 2020.

O preso era considerado o maior fornecedor de cocaína ao PCC, além de ser responsável pelo envio de toneladas da droga para diversos países do mundo.

Fuminho era o “dono” da Favela Heliópolis, a maior de São Paulo, braço direito e gerente de o Marcola, e o primeiro brasileiro a chefiar um cartel de cocaína.

Fuminho teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Ceará em 17 de agosto de 2018. Foi apontado como mentor das mortes de Rogério Geremias de Simone, o Gegê do Mangue, e de Fabiano Alves de Souza, o Paca, dois homens da cúpula da facção, executados em uma emboscada no dia 18 de fevereiro do ano passado, em Fortaleza.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo), do MP de Presidente Prudente, responsável pelas investigações da liderança do PCC, apurou que antes das mortes de Gegê e de Paca, Fuminho exportava cerca de uma tonelada de cocaína por mês para a Europa.

Fugiu da prisão em 1998 para o Paraguai e Bolívia.

A ação que resultou na prisão de Fuminho, uma megaoperação internacional, contou com a participação do Itamaraty, da DEA – Drug Enforcement Administration, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e do Departamento de Polícia de Moçambique.

A Polícia Federal investe fortemente no combate ao crime violento, capitaneado principalmente pelas facções criminosas. Nesse sentido, mesmo diante da crise mundial de saúde pública que assola o planeta, os policiais federais continuam a cumprir seu dever constitucional de proteger a sociedade, pautados pelas diretrizes de prisão de líderes, cooperação internacional e descapitalização do crime organizado.

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