Casos de Políciamorte em confrontoOperação Policial

Subiu para 28 o número de mortos em operação no Jacarezinho (CV)

Segundo a TV Globo, subiu para 28 o número de mortos na operação policial ocorrida na Favela do Jacarezinho.

Segundo o chefe da Polícia Civil, Alan Turnowski, todos os mortos, com exceção do policial civil André Frias,eram envolvidos com o tráfico.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) investiga as circunstâncias da mortes na operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas, realizada nesta quinta-feira (06/05) no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio.

Com atribuição para atuar no caso, a 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital instaurou procedimento de investigação criminal (PIC n° 001/2021) para apurar se houve violações a direitos durante a operação policial.


Todas as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis em decorrência dos fatos ocorridos estão sendo tomadas pelo MPRJ, que na data de ontem esteve presente na comunidade, acompanhando os desdobramentos da operação. Cabe destacar ainda que o MPRJ acompanha a perícia nos corpos das pessoas mortas durante a intervenção policial. Para isso, um médico perito da instituição teve acesso integral às dependências do Instituto Médico Legal (IML), onde chegaram os corpos na manhã desta sexta-feira (07/05).


Os promotores de Justiça integrantes da Coordenadoria-Geral de Segurança Pública, do GTT – Segurança Pública e da Coordenadoria-Geral de Promoção da Dignidade da Pessoa Humana estão acolhendo relatos e demais elementos de prova, para subsidiar as investigações. Dentre esses elementos, foram recebidas comunicações de cidadãos, instituições, associações e coletivos, trazendo relatos, imagens e vídeos da operação, que foram imediatamente levados ao conhecimento da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, responsável pelo procedimento investigatório.


Outros expedientes foram recebidos apenas requerendo providências de apuração e responsabilização, sem apresentarem elementos úteis à investigação. A equipe designada em regime de plantão segue disponível para acolhimento de notícias e evidências relacionadas à operação, inclusive mantendo articulação com a Ouvidoria da Defensoria Pública.


Quem quiser colaborar enviando denúncias, informações e registros audiovisuais que possam contribuir para a apuração dos fatos pode ser atendido pelo número (21) 2215-7003 – telefone e Whatsapp Business–, 24 horas por dia. As comunicações podem ser feitas sob o mais absoluto sigilo.

A Anistia Internacional divulgou a seguinte nota sobre o caso:

Justiça para o Jacarezinho! Racismo e criminalização da pobreza. Isso define a ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro no Jacarezinho que levou à morte de 25 pessoas. Exigimos que o @MP_RJ investigue de forma célere todo terror cometido pela polícia, no interior da favela.

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Estado do Rio de Janeiro, vem a público manifestar grande preocupação com a recente incursão policial no Jacarezinho, que contabiliza até o momento 25 pessoas mortas e 5 feridas. Tal número de vítimas coloca essa ação policial entre as mais letais da história do Estado.  

Operações de enfrentamento ao crime organizado são necessárias, mas devem ser feitas com inteligência e planejamento. Salientamos que o norte permanente da atuação das forças de segurança deve ser a preservação de vidas, inclusive a dos próprios policiais.

É importante observar que a incursão policial de hoje acontece durante a vigência de medida cautelar proferida nos autos da ADPF 635 (STF), cujo dispositivo reserva operações dessa natureza, no âmbito do Estado do Rio de Janeiro, a hipóteses completamente excepcionais e justificadas. E com acompanhamento do Ministério Público.

Independente das circunstâncias, as forças de segurança devem cumprir suas funções respeitando o universo de direitos e garantias fundamentais previsto na Constituição Federal. Nunca será aceitável que um braço do Estado opere acima das leis.

A Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária da OABRJ já está acompanhando o caso

Mostrar mais
Botão Voltar ao topo