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Suspeito confessou a PMs que recebia R$ 300 da milícia da Carobinha para monitorar comunidade e foi pego com radiotransmissor na frequência dos criminosos. No entanto, se calou na Justiça e arquivaram o caso

Ao ser abordado por PMs, um homem confessou informalmente que recebia R$ 300 semanais da milícia para monitorar a entrada e saída de veículos da localidade da Carobinha, em Campo Grande, com o objetivo de verificar a aproximação de policiais ou integrantes de um grupo rival.

O suspeito foi flagrado com um radiotransmissor na frequência da milícia e disse aos PMs que o pagamento era feito pelos milicianos Pará e Cara de Égua.

Entretanto, em juízo, resolveu se calar e por conta disso,  a Justiça resolveu arquivar o caso. 

  Sustenta que, em que pese a conclusão da Autoridade Policial no despacho do flagrante, nada de ilícito foi encontrado em poder do ora autuado, mas apenas um rádio comunicador, sendo certo que sua atividade ilícita decorre de uma confissão informal no local da prisão. Afirma, o Ministério Público, que nenhuma atividade ilícita foi efetivamente flagrada para fins da presente autuação, não havendo qualquer informação nos autos no sentido de que o ora autuado seja alvo de outras investigações sobre milícia no local. Ressalta que as informações de inteligência mencionadas nos autos não foram coletadas e/ou reunidas em relatório de inteligência, logo, não foram devidamente documentadas para fins de futura prova em ação penal. Por fim, salienta que a confissão no local, realizada de maneira informal, dificilmente será ratificada em Juízo.   

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