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Suspeito de matar congolês já chegou a ser preso e condenado por acusação de extorquir uma mulher na Barra

Um dos indiciados pela morte do congolês Moise Kabagambe, Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, chegou a ser condenado em 2014 a oito anos de reclusão pelos crimes de extorsão, porte ilegal de armas e corrupção de menores.

Segundo os autos,  no dia 27 de maio de 2014, por volta das 20h30, na Avenida das Américas, na altura do n° 21001, Recreio dos Bandeirantes, ele foi preso em flagrante junto com um adolescente por ter  constrangido uma mulher intuito de obter para si indevida vantagem econômica, a entregar-lhe valores em espécie, sendo certo que o crime foi cometido mediante restrição da liberdade da vítima. 

A vítima trafegava pela Avenida dos Flamboyants, Barra da Tijuca, na condução do seu veículo Ford Ka, placa KZN-3699, quando, ao parar num semáforo, foi abordada pelo denunciado e pelo adolescente, os quais embarcaram no seu carro, na posse compartilhada de uma arma de fogo e passaram a ameaçá-la gravemente, exigindo a entrega de dinheiro. 

Ocorre que, após a vítima passar tempo juridicamente relevante em poder dos marginais, sofrendo verdadeira tortura psicológica, o veículo em que seguiam à bordo, já sob a condução do acusado, foi parado numa blitz policial, ocasião em que os criminosos colocaram a arma de fogo dentro da bolsa de Patrícia. 

Durante a abordagem, todos os ocupantes do automóvel simularam uma aparência de normalidade, tendo a vítima insistido que estava tudo bem, apesar do seu nervosismo saltar aos olhos. 

Diante da fundada suspeita, os policiais solicitaram a bolsa da lesada e, ao revistá-la, encontraram o revólver de calibre .38, número de série 44081, contendo 5 (cinco) munições. 

Tomada por forte abalo emocional, a vítima caiu em pranto e revelou todo o ocorrido aos policiais, momento em que o denunciado e seu comparsa menor confessaram a prática criminosa, aduzindo que a levariam até o bairro de Santa Cruz para realizar saques em caixas eletrônicos. 

Com o flagrante, Aleson recebeu voz de prisão, ao passo que o menor foi apreendido, sendo ambos conduzidos à uma delegacia. 

Sem prejuízo, ao praticar os crimes narrados na companhia de um adolescente de apenas dezessete anos, o denunciado, livre e conscientemente, corrompeu ou ao menos facilitou a corrupção de pessoa menor de dezoito anos.

A mulher vítima relatou minuciosamente como sofreu a ação criminosa. Disse  que estava saindo do trabalho com o seu carro, a caminho de casa, quando ao parar no sinal viu os dois acusados tentando abordar o carro da frente, que imediatamente arrancou com o veículo; que os acusados voltaram em sua direção, com a arma apontada para a depoente; que assim um deles tomou a direção, ficando a depoente no banco do carona e o outro roubador (o menor) no banco de trás; que eles diziam que iam sacar dinheiro, pois revistaram sua bolsa e viram que a depoente possuía dois cartões bancários; esclareceu que o interesse deles não era o carro, pois a depoente tentou sair do veículo, mas foi impedida, tendo os roubadores dito que queriam dinheiro e iriam levá-la para Santa Cruz, já que ali na Barra havia muito policiamento; que a depoente era ameaçada o tempo todo; que eles diziam que iria jogá-la na lagoa, como já fizeram; que já tinham ido duas vezes para o inferno e que por ser a depoente ´lourinha´ poderiam fazer muita coisa com ela; que acreditava que ambos estivessem armados, porque eles chegaram a combinar que a depoente iria sair com o acusado, como se namorados fossem para efetuar o saque bancário, enquanto o menor ficaria aguardando, e sempre dizendo que qualquer tentativa ambos estavam armados; que em certo momento foram parados pela blitz policial, ocasião em que os roubadores pegaram a arma e jogaram dentro da bolsa da depoente; que ainda ameaçaram: ´não tenta nada, porque eu sei onde você trabalha, se der ruim para mim agora, vai dar ruim para você depois´; que os policiais revistaram os roubadores e o carro, fazendo várias perguntas, até que um deles pediu sua bolsa, encontrando a arma de fogo; que eles chegaram a pegar R$ 15,00 ou R$ 20,00 da depoente e um anel sem valor, tendo os policiais devolvido à depoente; que reconheceu o réu em sala própria. 

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